
10 pitacos sobre o fim do returno da Superliga masculina 25/26
Os playoffs estão prestes a começar na Superliga masculina 25/26 de vôlei. Após 26 rodadas e 156 jogos, porém, ficam algumas constatações sobre a temporada até aqui.
1 – O Vôlei Renata terminou em segundo, é verdade. Mas venceu os dois confrontos contra o Sada Cruzeiro, o líder. Sem falar nas vitórias nas finais da Copa Brasil e do Sul-Americano. Esse retrospecto de 4-0 no confronto direto, algo inédito contra o quase hegemônico projeto mineiro, coloca o time campineiro como favorito ao título. Atualmente esbanja confiança.
2 – Dito isso, não descartem o Sada Cruzeiro. Apesar de nunca ter vivido algo parecido em um histórico impressionante de 59 títulos, o time celeste tem experiência de sobra para dar a volta por cima e se manter como o campeão nacional.
3 – Depois de diversas formações diferentes, por escolhas técnicas ou problemas de lesão, o Itambé Minas parece ter encontrado a formação ideal na reta final do returno: Javad, Samuel, Léo Lukas, Djalma, Michel, Geovane e Rogerinho. E, sem qualquer peso de favoritismo, pode dar trabalho.
4 – Não existe qualquer dúvida: Bryan é a grande revelação da Superliga 25/26 e logo estará na Seleção. O jovem oposto do Guarulhos BateuBet, na última rodada, contra Joinville, fora de casa, chegou para sacar no 1 a 1 e saiu de lá no 8 a 2, tendo feito quatro aces nesta passagem. Com sobras, é o maior pontuador da competição.
5 – Na temporada a ser esquecida pelo Sesi Bauru, o meio de rede Barreto e o levantador Bender foram as boas notícias. Ambos estariam na minha lista larga de inscritos para a próxima Liga das Nações (VNL).
6 – O Azulim Monte Carmelo talvez seja um patinho feio. Projeto em uma cidade com menos de 50 mil habitantes, ginásio acanhado, logística difícil para os rivais… Mas nada disso tira o grande mérito de Victor Hillmann no primeiro trabalho como treinador na curta carreira.
7 – A sobrevivência do Viapol São José foi épica, com um tie-break histórico finalizado em 24 a 22. E como é bom ver a emoção genuína do levantador Bruno Canhoto depois de ter jogado muita bola na reta final do returno da Superliga, sem esconder seus sentimentos.
8 – Joinville caiu e terá a chance de mostrar para outros projetos como dar um passo atrás para depois dar dois para frente. Vários projetos sofrem com a renovação com patrocinadores, não conseguem manter o elenco e muitas vezes sucumbem. É hora da comunidade local abraçar em busca da volta por cima.
9 – O Praia vem se acostumando em chegar mais longe nas competições masculinas nos últimos anos. Mas ainda acho que falta o time acreditar mais, principalmente, no momento decisivo para poder conquistar títulos.
10 – Os jogos no Brasil estão extremamente arrastados, pouco dinâmicos. Atletas e arbitragem conversam demais, sobra catimba, sempre há paralisação para checagem de placar ou rotação, às vezes o desafio demora para ter uma definição, sem falar na obrigação de secar a quadra constantemente quando se joga no verão em ginásios sem ventilação adequada. Não dá pra normalizar jogos de 3h com quatro sets.


