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Superliga - 7 de janeiro de 2019

Elisângela fala do desafio de ser gestora de uma equipe no Brasil

A medalhista olímpica é presidente do Balneário Camboriú

Ser bicampeão olímpico no vôlei feminino em 2008 e 2012 não fez do Brasil um formador de treinadoras. Nenhum dos 24 participantes da atual Superliga é treinado por mulheres, por exemplo. Um tabu que uma ex-jogadora tenta quebrar, mas como gestora.

A ex-oposto Elisângela Oliveira, medalhista de bronze em Sydney-2000 e semifinalista quatro anos depois, em Atenas, é a presidente de Balneário Camboriú, único participante catarinense na elite do vôlei brasileiro. O projeto começou em Londrina, no Paraná, e migrou para o estado vizinho em busca de mais apoio financeiro para sobreviver.

Ao lado dela na gestão está Fofinha, outra ex-jogadora com passagem pelos principais clubes brasileiros. Juntas, tentam fazer o projeto sobreviver apesar de todas as dificuldades.

– Existem paradigmas que necessitam ser quebrados. Somos eu e a Fofinha à frente do VBC, com uma comissão toda masculina, como ocorre na maioria das equipes também. Não sinto diretamente o preconceito, mas é preciso colocar a cara em tudo. Desde controlar o que ocorre em quadra, a parte administrativa, provar todos os dias a capacidade. É uma experiência nova, um cargo novo e estamos aprendendo no dia a dia como transferir a nossa experiência de quadra para a gestão. Aprendemos bastante já nesse período, cometemos alguns erros o que é normal para primeiro ano de projeto, com cargo novo e diferentes responsabilidades, mas estamos evoluindo a cada dia – disse a presidente, em reportagem divulgado pelo Globo.com

Os desafios não são pequenos. Balneário Camboriú é o lanterna da Superliga Cimed 2018/2019, com nove derrotas em nove jogos. Para escapar do rebaixamento, precisará terminar entre os dez primeiros. Atualmente a diferença é de oito pontos para BRB/Brasília e Pinheiros, que estão empatados na nona colocação.

Catarinenses disputam pela primeira vez a Superliga (Divulgação)

Elisângela admite que apesar de o turno estar acabando, o time catarinense ainda busca fechar o orçamento para a temporada.

– Neste momento não atingimos ainda o orçamento total da temporada. Se você observar os uniformes das equipes do voleibol, a maioria tem diversos espaços preenchidos com suas marcas e isso mantém os clubes. No entanto, apesar de sermos bastante agradecidos com as empresas que já estão conosco, necessitamos mais envolvimento para a sequência. Além de permanecer com a vaga na Superliga, nossa ideia é mais ampla, implementar categorias de base visando o desenvolvimento de novos talentos, bem como toda a parte social de dar a possibilidade da prática esportiva para crianças que muitas vezes não têm essa chance.

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