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Destaques - Superliga - 28 de janeiro de 2019

Tifanny: “O respeito que estou tendo dentro e fora de quadra está muito maior agora”

É difícil dissociar a Superliga passada da jogadora Tifanny. O fato de ter sido a primeira transexual a jogar a competição feminina no país a colocou no centro das discussões. Tifanny sofreu com o preconceito, com ameaças em redes sociais e com comentários de adversárias contrárias à participação na Superliga. E também ganhou apoio público de entidades LGBTQ (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais ou Transgêneros), de atletas rivais, ex-atletas e criou uma pequena legião de fãs.

A descrição acima mostra o quanto Tifanny dividiu opiniões na temporada 2017/2018.

Um ano depois, a tempestade parece ter passado. Segundo palavras da própria jogadora do Sesi Bauru.

– Essa segunda temporada está sendo mais tranquila, né, aquela tempestade já passou. As pessoas já viram que é uma coisa que vai acontecer daqui pra frente, mais mulheres trans vão aparecer jogando, porque elas estão no direito delas, o direito de jogar – disse ao blog.

Tifanny foi titular absoluta do Bauru na temporada passada, destacando-se entre as maiores pontuadoras da Superliga. Na atual edição, com a contratação da italiano Diouf, ela perdeu tempo em quadra. Chegou até a ser usada como ponta.

– Agora já passou aquele alvoroço, aquela novidade, todos viram que eu vou jogar normal, vou errar e vou acertar como todas, já não tenho mais aquele potencial que tinha antes – disse.

Para Tifanny, o caminho está aberto para novas atletas transexuais no vôlei:

Comemoração de Tifanny, a camisa 10, na Superliga (Marcelo Ferrazoli/Divulgação)

– Eu espero que mais times possam abrir as portas para outras atletas que estão precisando de trabalho. Eu estou jogando mais tranquila também, senti mais facilidade porque a torcida já não pega tanto no meu pé como antigamente, já é um grande avanço.

E ela agradece pelo apoio que recebe em Bauru desde então.

– É muito importante essa minha passagem pelo vôlei no Brasil para que abra as portas para outras meninas trans que estão chegando aí. Eu tenho que agradecer muito ao Sesi e ao Vôlei Bauru, porque é exemplo para outros clubes. O respeito que eu estou tendo dentro de quadra e fora de quadra está muito maior agora. O mundo está mudando e nós temos que mudar junto com ele – comentou.

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