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Internacional - 13 de fevereiro de 2019

Bolívar derrota o EMS/Taubaté e vai pegar o Sesc RJ na final da Copa Libertadores

Em uma partida emocionante, que começou na terça e só terminou na madrugada desta quarta-feira, o Bolívar Voley, da Argentina, derrotou o EMS/Taubaté/Funvic por 3 sets a 2 – parciais de 25/18, 18/25, 25/18, 21/25 e 15/13 – no Ginásio Abaeté, em Taubaté e vai enfrentar, na final, nesta quarta, às 19h, o Sesc RJ, que derrotou o Sesi SP também por 3 sets a 2, na primeira semifinal. A partida será transmitida pelo SporTV 2. Antes, às 17h, Sesi SP e Taubaté disputam a terceira colocação, novamente no Ginásio Abaeté, também com transmissão.

O oposto cubano Escobar, do Bolívar, que disputou duas Superligas pelo Minas, foi o destaque do jogo, responsável pelos dois saques arrasadores que determinaram a vitória argentina no tie-break.

– O jogo foi muito equilibrado, ninguém abria mais de três pontos no tie-break, mas acho que tivemos mais tranquilidade para definir – , disse o jogador, que fez uma comparação entre o vôlei argentino e o brasileiro.

– O vôlei brasileiro é mais pancada. O argentino tem mais volume de jogo. Quando a bola está ruim, trabalha mais, passa para o outro lado – disse Escobar, em entrevista ao SporTV depois da partida.

O Bolívar é o atual líder da Liga Argentina (Divulgação)

O central Lucão, do Taubaté, acredita que o excesso de erros consecutivos, principalmente no saque, foi um dos fatores determinantes para a derrota:

– Estamos oscilando muito nesta temporada, com erros consecutivos. Eles (Bolívar) têm um volume de jogo muito bom, com grandes defesas. Bolas que a gente dava como perdidas voltavam para a nossa quadra. Independente disso, foi um grande jogo de vôlei, tie-break é isso, um set curto – disse Lucão.

O Bolívar parou o ataque do Taubaté no primeiro set (Renato Antunes/Max Sports)

O técnico Weber, campeão da Superliga Masculina de 2004 com a Unisul, elogiou a postura da sua equipe, principalmente o equilíbrio emocional nos momentos decisivos.

– O time jogou muito bem, sobretudo na cabeça. O Taubaté é um time muito forte no ataque. Tivemos momentos bons e outros ruins. Nosso saque foi bem eficiente. Estou muito feliz, é a primeira Libertadores, somos o único time argentino na fase final e chegamos à decisão – disse.

Weber também falou um pouco da influência do voleibol brasileiro em sua formação como treinador.

– Eu nasci aqui no Brasil como treinador, na verdade. Claro, trouxe algumas coisas do nosso vôlei argentino, como a defesa, o trato da bola, jogar com o sistema o tempo todo. Mas, a escola do Brasil está incorporado em mim, sem dúvida nenhuma.

O levantador Rapha, do EMS/Taubaté (Renato Antunes/Max Sports)

O oposto do Taubaté e da Seleção Brasileira Lucarelli também lamentou o excesso de erros do Taubaté na partida:

– Eles tiveram uma constância de saque muito boa. A gente poderia ter errado menos. Eles quase não erraram. A gente poderia ter trabalhado um pouco melhor a bola. Mas, eles sacaram muito bem, principalmente o Escobar. Essa vitória é mérito deles também. O jogo foi duro. Estava com uma expectativa, mas agora é descansar para disputar o terceiro lugar daqui a pouco. Já é de madrugada, ainda vamos tomar banho, comer alguma coisa, fazer fisioterapia… A prioridade agora é descansar antes da partida de amanhã – disse Lucarelli.

Jogo foi muito equilibrado (Renato Antunes/Max Sports)

O jogo

Depois de três sets terminados em 25 a 18 – dois para o Bolívar e um para o Taubaté -, o time da casa venceu o quarto set por 25 a 21.

O tie-break foi equilibrado do início ao fim. O placar esteve empatado até o quarto ponto, quando o Bolívar disparou, fazendo 7 a 4, aproveitando os contra-ataques, principalmente com o cubano Escobar. O técnico Castellani pediu tempo e, na volta, colocou o levantador Nico Uriarte e o ponteiro Facundo Conte – ambos argentinos – em quadra. Lucão encaixou uma boa sequência de saques e o jogo voltou a ficar empatado em 7 a 7, levando a arquibancada à loucura no Ginásio Abaeté.

Lucarelli foi um dos destaques do bloqueio, comandando a vitória no quarto set (Renato Antunes/Max Sports)

As duas equipes seguiram trocando pontos, com os dois levantadores jogando com suas bolas de segurança até o 10º ponto, quando um lance polêmico definiu o 11º ponto de Taubaté. Em um bloqueio, Lucarelli recuperou a bola com as mãos abertas e os jogadores do Bolívar pediram condução, mas o juiz confirmou a virada da equipe brasileira: 11 a 10.

Weber pediu tempo e o Bolívar voltou a empatar a partida em 11 a 11. Escobar, em um ace, botou novamente o time argentino na frente, obrigando Castellani a parar o jogo. Em um ataque do oposto Leandro Vissoto, o Taubaté empatou: 12 a 12, mas na sequência,ele mesmo errou o saque e o Bolívar fez 13 a 12. Lucão colocou tudo igual, em uma bola de tempo e a torcida quase enfartou quando Lucarelli, na sequência, errou o saque, dando o macht point para o adversário. Um bloqueio argentino fechou o set  em 15 a 13 para os visitantes e o jogo em 3 sets a 2.

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