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Coluna - Destaques - 16 de fevereiro de 2019

Coluna: Navajas voltou. E está igual ao o dos velhos tempos

A história de sucesso de Ricardo Navajas no vôlei se confunde com a do icônico projeto de Suzano. Entre as décadas de 1990 e 2000, a cidade paulista foi uma das capitais da modalidade no Brasil. Títulos estaduais e nacionais, a base da Seleção Brasileira com passagem pelo time, craques estrangeiros, partidas históricas e também polêmicas. E sempre com Navajas como técnico no banco de reservas, além de responsável pela gestão do projeto.

Na última quinta-feira, Navajas, então diretor do EMS/Taubaté, foi anunciado como treinador interino após a demissão do argentino Daniel Castellani. Uma volta após quase dez anos da aposentadoria bem ao estilo Navajas. Sem papas na língua.

Na primeira entrevista após o acúmulo das duas funções, ele deixou de lado qualquer discurso politicamente correto, criticando o estrelado elenco, o ex-técnico e os demais dirigentes do projeto. Não poupou ninguém, como pode se concluir com as frases abaixo:

– O trabalho com Castellani não fluiu (…) Não podemos trocar os jogadores, então trocamos o técnico.

– Uma equipe com muitas estrelas e muito atletas de alto nível, como é o nosso caso, sempre tem esse problema (relacionamento). A vaidade é difícil de administrar.

– Até o dia 12 de maio, último jogo da Superliga, vou cumprir a ordem da diretoria. Não foi muito bacana, não foi uma conversa muito amigável, mas o que eu posso fazer? Sou funcionário…

– Em Taubaté também tem pressão e a cidade cobra comprometimento. E não tivemos até agora. Isso precisa ser desenvolvido. Ganhar ou perder, faz parte. Mas tem de ter atitude.

Primeira entrevista em Taubaté (Renato Antunes/Maxx Sports)

O clima entre Navajas e a antiga comissão técnica já era ruim antes das derrotas na Libertadores, na semana passada. Um pedido ao prefeito de Taubaté fez com que ele fosse afastado do trabalho diário do elenco, ficando restrito às questões administrativas. Agora volta para liderar um elenco repleto de selecionáveis, após eliminações na Liberta e na Copa Brasil, com uma obrigação de vencer a Superliga para o trabalho da temporada não ser considerado um fracasso.

TEXTO DE DANIEL BORTOLETTO PUBLICADO ORIGINALMENTE NO LANCE!

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