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Destaques - Superliga - 6 de fevereiro de 2019

Inscrita na Superliga, Karine explica “volta” ao Osasco/Audax após aposentadoria

Inscrita pelo Osasco/Audax para disputar a Superliga Cimed 2018/2019, a levantadora Karine, 1,76m, 39 anos, esteve com o time pela primeira vez na fase final da Copa Brasil, no último fim de semana, em Gramado (RS). Ela não chegou a ser relacionada para a semifinal contra o Itambé/Minas – na derrota por 3 sets a 1 -, mas acompanhou o treino do grupo na véspera.

Ela  conversou com o Web Vôlei sobre o retorno inesperado às quadras, depois de ter anunciado sua aposentadoria em março do ano passado – na época grávida do filho Noah -, quando defendia o Minas.

– Até agora estou tentando realizar o que está acontecendo, porque em entrevistas eu tinha dito que não iria voltar atrás da minha decisão, mas acabei voltando – disse Karine, que contou detalhes do seu retorno ao Osasco.

– Eu tenho uma relação de amizade com o Luizomar (de Moura, técnico do Osasco/Audax) fora da quadra. A gente manteve isso. Sempre torci por ele, pela família dele, pelo time dele, sempre me esmerei para ganhar dele quando jogava contra. Essa conversa começou em setembro, justamente quando a Carol (Albuquerque) machucou o ombro, antes de a Claudinha se machucar. Ela estava sozinha, junto com a terceira levantadora, que é uma menina que está saindo do juvenil, muito novinha – conta.

Karine e o filho Noah em Gramado (Daniel Bortoletto)

Mas, logo no início da Superliga, a titular Claudinha passou a sentir uma lesão no pé e chegou a jogar algumas partidas na base do sacrifício, sentindo dores, já que Carol Albuquerque ainda não estava 100%. Novamente, o time de Osasco ficou sem uma segunda opção no banco de reservas e o que era apenas uma sondagem, em setembro, se transformou em um convite para retornar ao clube.

– Por segurança, Luizomar me procurou, procurou meu marido e me pediu para voltar. Imagina, eu estava ainda me recuperando do pós-parto! Nunca imaginei que isso poderia acontecer, eu já me considerava aposentada. Mas não poderia negar esse pedido. Comecei a me preparar em setembro mas, quando a Claudinha machucou. Em novembro, ele me falou: “Preciso que você esteja pronta”. Eu fiz o que pude dentro das minhas condições. Estou morando em Caxias do Sul e por isso a facilidade de poder estar em Gramado com o time, na Copa Brasil – disse Karine.

Karine, em foto de 2018, quando defendia o Minas, com Anna no colo e grávida do segundo filho, Noah (Divulgação)

A levantadora retornou ao clube pelo qual foi campeã mundial de clubes em 2012, bicampeã sul-americana (2011 e 2012) e campeã da Superliga. Além disso, foi eleita a melhor levantadora do Mundial de Clubes de 2011, quando Osasco ficou com a medalha de bronze.

– Fiquei muito satisfeita em saber que, mesmo na minha condição, o Luizomar contou comigo, pela experiência que eu adquiri ao longo dos anos. É muito gostoso estar no meio do vôlei novamente, depois de 10 meses -, diz a jogadora, mãe da Anna, de 3 anos e meio, e do pequeno Noah, de 7 meses.

Karine jogou até o Sul-Americano do ano passado, quando ajudou o Minas a conquistar o campeonato e a vaga no Mundial de Clubes como reserva de Macris. Grávida de 6 meses, ela se despediu do clube – e das quadras – depois do torneio continental e o clube mineiro disputou a fase final da Superliga com a terceira levantadora no banco.

Karine defendeu o Itambé/Minas na temporada passada (Divulgação)

– O jogo da semifinal entre Minas e Osasco teve um significado diferente para mim. Foram as duas equipes que me acolheram. No Osasco, fui campeã mundial, bicampeã do Sul-Americano, campeã da Superliga… No Minas, fui tratada de maneira maravilhosa, meu contrato terminou em 20 de dezembro do ano passado (apesar de ela ter parado de jogar em março, por conta da gravidez), eles foram super corretos comigo. O Stefano Lavarini é uma pessoa maravilhosa, é meu amigo pessoal – revela.

Gaúcha, Karine diz que se deu conta de que nunca tinha jogado em seu estado. E lamentou o fechamento do departamento de vôlei do tradicional clube Sogipa, de Porto Alegre (RS), recentemente.

– É um absurdo não ter mais nenhum time do Rio Grande do Sul. Uma região com tanto potencial.

(Divulgação)

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