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Superliga - 18 de fevereiro de 2019

Reencontro em Campinas de Vini e amigo de infância, agora jogador do Guarani

Meio de rede do Vôlei Renata e o volante Ricardinho começaram juntos, em Goiás

Uma amizade que começou no interior de Goiás, se estendeu por anos, passou por diversas cidades até chegar ao interior de São Paulo. Vini, capitão do Vôlei Renata, e Ricardinho, volante do Guarani, passaram a infância juntos em Itaberaí (GO) e, depois de rodarem o mundo, se reencontraram em Campinas, onde levam alegria para duas torcidas de esportes diferentes.

Vini e Ricardinho se conheceram nas ruas de Itaberaí, a 94 quilômetros de Goiânia. O central do Vôlei Renata morava em frente ao campo do bairro, que funcionava como ponto de encontro da molecada. No meio das brincadeiras e das partidas de futebol, a amizade entre a dupla começou.

– Eu morava em frente ao campinho, que era o point de encontro da molecada do bairro. Todo santo dia a gente jogava, mas confesso que habilidade não era o meu forte, já o Ricardo, desde pequeno, tinha uma categoria acima da média e sobrava no meio da molecada, inclusive nos mais velhos – relembrou o capitão do Vôlei Renata.

– A gente mora na mesma rua, quase de frente, diferença de poucas casas. Lembro que tinha um poste de luz que a gente colocava cesta de basquete, brincava de vôlei, futebol. Naquela época era normal isso. A gente ficava o dia inteiro brincando, se divertindo. Nossa brincadeira era essa, a gente chega da escola e ia brincar de bola – contou o volante.

Mais talentoso da turma, Ricardinho seguiu para Goiânia, onde jogou por Goiás e Vila Nova, no início da carreira. O central Vini, por sua vez, largou a vida de carteiro para deixar o Brasil e começar no vôlei profissional. Sua primeira experiência foi no Barcelona de Guayaquil, do Equador. De lá, rodou o interior de São Paulo até chegar em Florianópolis, onde faturou sua primeira Superliga, pela extinta Unisul. Em seguida, atuou em Joinville, Sesi-SP, Vôlei Futuro antes de desembarcar em Campinas, sua cidade há seis anos. A dupla se reencontrou em 2018, quando o meio-campista foi anunciado pelo Guarani.

– Sinceramente eu fiquei muito feliz. Passou um filme bacana na cabeça, sempre acompanhava o Ricardo em outros clubes, vendo a evolução da carreira dele. Saber que ele está bem e que é umas das referências do Guarani, é ,sem dúvida, uma satisfação enorme – comentou o camisa 11 do Vôlei Renata.

– É bacana estar na mesma cidade. As esposas se conhecem, os nossos filhos brincam, é um privilégio que a vida nos deu. Sempre que pode a gente tá junto. Nas férias, agora no final do ano, a gente esteve lá em Goiás, fomos na casa dele. Sempre que pode a gente está junto – acrescentou Ricardinho, que apesar dos desencontros seguiu acompanhando a carreira do parceiro.

– Nunca imaginei que isso viesse acontecer, de atuar na mesma cidade. Acompanhava a carreira dele pela TV, vibrando com as vitórias, torcendo junto. Ele já foi campeão brasileiro, um orgulho pra nossa cidade – completou.

Vini e Ricardinho em Campinas (Divulgação)

A amizade com o meio-campista aflorou o lado fã de futebol do central campineiro. São-paulino, Vini tem aproveitado o papo com Ricardinho para conhecer mais do mundo da bola e até passar sua experiência.

– Eu gosto bastante de assistir jogos e pelo fato do Ricardo estar no Guarani tenho acompanhado ainda mais. Quando nos encontramos, eu, como curioso, sempre pergunto como funciona a engrenagem do futebol e como eles lidam com tanta pressão por resultados. Às vezes, eu falo de alguma experiência que tive dentro da quadra para tentar ajudá-lo – encerrou o central.

Com Vini em quadra e Ricardinho na torcida, o Vôlei Renata volta às quadras para enfrentar o São Francisco Saúde/Vôlei Ribeirão, na próxima quarta-feira, às 20 horas, no Ginásio Cava do Bosque, em Ribeirão Preto.

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