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Internacional - 12 de fevereiro de 2019

Sesc vê saque decidir no fim, vence Sesi e avança à final da Liberta

O Sesc é o primeiro finalista da edição inaugural da Libertadores masculina. Nesta terça-feira, no Ginásio do Abaeté, em Taubaté, vitória carioca sobre o Sesi, por 3 sets a 2, parciais de 17-25, 25-18, 25-23, 21-25 e 15-13.

Com seis campeões olímpicos em quadra, esperava-se um confronto com grandes lances, destaques individuais. E realmente isso foi visto em boa parte da partida. O levantador William, do Sesi, poderia gravar um DVD apenas com as jogadas desta terça-feira. Ele esbanjou a conhecida categoria em diversos momentos, arrancando aplausos do público presente no Abaeté, incluindo Renan Dal Zotto, técnico da Seleção Brasileira masculina.

O Sesc, depois de um primeiro set muito irregular, cresceu na segunda parcial. O ataque com o oposto Wallace, principal arma do time, passou a funcionar, a linha de passe ficou mais estável e o jogo fluiu.

A destacar também a quantidade de erros até aquele momento do jogo: dos cariocas no set inicial e dos paulistas na segunda parcial.

No terceiro set, Rubinho voltou com Renato no lugar e Lucas Lóh, que deixou a quadra bem bravo. Para dar um toque internacional para uma competição continental, o búlgaro Penchev passou a ser mais utilizado por Thiaguinho. E dividiu bem a responsabilidade com Wallace. O duelo ficou parelho, como esperado, e a virada do Sesc aconteceu com a diferença mínima (25 a 23), após erro de saque do Sesi.

A reviravolta mexeu com os nervos do time paulista. Após a arbitragem marcar pisão de Aracaju na linha ao sacar, o Sesc pediu a revisão com o desafio eletrônico. O vídeo mostrou erro do juiz de linha e o árbitro principal voltou o ponto. Lipe reclamou demais e chegou a pedir a substituição do fiscal. Levou cartão vermelho, os cariocas ganharam um ponto e Rubinho acabou substituindo o ponta. No caminho para o banco, ele reclamou com o treinador, conforme relato da reportagem do SporTV, à beira da quadra.

E foram várias substituições de ambos os lados. Barreto ganhou chance no meio de rede e Pureza entrou para defender no Sesi. Pelo Sesc, Maurício Borges, voltando após cirurgia no joelho e afastamento por seis meses, foi uma das caras novas de Giovane.  E o esperado equilíbrio na prévia da partida se confirmou, com a decisão indo para o tie-break.

Giovane Gávio na final da Libertadores (Luciano Belford/Sesi/Divulgação)

No quinto set, Rubinho manteve Renato (na vaga de Lipe) e Barreto (na de Gustavão), enquanto Giovane voltou com os titulares do início da semifinal. O Sesi largou na frente, até Wallace ir para o saque. O oposto fez dois aces para virar para 5 a 4, forçando um pedido de tempo dos paulistas. Daí em diante, os times ficaram trocando pontos até 8 a 8, quando o Sesi virou após um longo rally, definido por Barreto pelo meio. A nova virada do Sesc aconteceu no 11º ponto, após duas tentativas de Wallace. E o oposto campeão olímpico voltou a fazer estrago em nova passagem pelo saque, deixando a placar em 13 a 12. E no saque, com o búlgaro Penchev, que já havia pontuado no ataque no ponto anterior, o Sesc fechou a vitória em 15 a 13.

– Duas grandes equipes, o Sesi fez um baita jogo. A gente conseguiu colocar a cabeça no lugar na questão de oscilar tanto e isso foi importante. Nosso saque no fim fez a diferença – disse Wallace.

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