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Superliga - 22 de março de 2019

Paula e Hooker falam sobre a construção da virada do Osasco/Audax

Sair de 2 a 0 (com um 25-5) para a virada mostrou força do time da casa

Manter-se vivo nos playoffs da Superliga Cimed feminina após perder os dois primeiros sets, com direito a um 25 a 5 para o Hinode/Barueri, foi uma demonstração de muita força (principalmente emocional) do Osasco/Audax, nesta sexta-feira.

Paula Pequeno, uma das jogadoras mais identificadas com o projeto, saiu do banco de reservas para “herdar” o VivaVôlei, repassado a ela pela americana Hooker.

A campeã olímpica contou ao SporTV como foi o papo do time após perder as duas primeiras parciais:

– A primeira coisa que foi lembrada é que vivemos isso no Paulista. Ganhamos por 3 a 2 e depois vencemos o golden set. Foram seis sets, com o sentimento de que tudo é possível. A gente começou a noite de uma maneira muito atípica. O primeiro set aconteceu de um jeito que a gente não esperava. E a primeira lição que a gente tira disso é que precisávamos esquecer e seguir em frente. No segundo ainda foi difícil, mas o jogo só termina no último ponto. O que eu mais pedia para as meninas é que a gente se conectasse. Conversamos, pois tínhamos de nos conectar. Olhar nos olhos uma das outras, para fazer a energia fluir – contou a campeã olímpica, antes de conter a euforia pelo empate na série em melhor de três.

– Hoje é estar feliz pela reviravolta, ganhamos um jogo importante, vindo de um set atípico. Porém agora está 0 a 0. Amanhã é pensar no próximo jogo.

Hooker entregando troféu para Paula (João Pires/Fotojump)

Hooker explicou o motivo de ter dado o troféu para a companheira.

– A Paula fez a diferença. Eu disse a mim mesma: ‘se eu ganhar o VivaVôlei, vou entregar para ela. A Paula trouxe muita confiança e energia para o jogo. Eu a admiro muito – contou a americana, que recebeu elogios da amiga.

– Ela é um monstro. Se o time está bem, ela vai embora.

O terceiro e decisivo duelo acontecerá no Ginásio José Correa, em Barueri, na próxima terça-feira, às 19h.

– Agora é sangue circulando quente na veia. Esse é um momento de tensão, mas é a hora mais gostosa do campeonato. É o doce, que a gente chama. É quando o estômago embrulha, a adrenalina vai lá em cima. O que vai fazer a diferença é o espírito, porque a parte técnica e tática a gente vem aprimorando ao longo do campeonato. Agora é coração puro, ter controle emocional e muita energia, muita raça e muita entrega – completou Paula.

Festa no José Liberatti (João Pires/Fotojump)

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