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Coluna - Destaques - Superliga - 14 de abril de 2019

A empolgante decisão da Superliga feminina

No dia 25 de fevereiro, escrevi uma coluna com o seguinte título: “Alguém conseguirá desbancar o Itambé/Minas na Superliga?”.

A lista de concorrentes incluía antes do início dos playoffs os tradicionais Sesc e Osasco/Audax, os emergentes Sesi Bauru e Hinode/Barueri e logicamente o Dentil/Praia Clube, atual campeão da Superliga. Quase dois meses depois, restou apenas o time de Uberlândia com possibilidade de impedir o fechamento com chave de ouro de uma temporada incrível do Minas.

O time do italiano Stefano Lavarini venceu o Mineiro, o Campeonato Sul-Americano e a Copa Brasil. Falta a cereja do bolo, já que a Superliga não é conquistada pelo clube de Belo Horizonte desde 2002. A montagem do elenco com as selecionáveis Gabi e Natália se mostrou um baita acerto. Macris vive a melhor fase da carreira, o mesmo que pode ser dito à experiente Carol Gattaz, enquanto Bruna Honório, Léia e Mara/Mayany completam um time-base de respeito.

Junte a tudo isso o retrospecto altamente positivo no confronto direto na temporada, já que todos os títulos foram conquistados em cima do arquirrival, para ter o Itambé/Minas como favorito ou time a ser batido.

Minas faz temporada quase impecável (Orlando Bento/MTC)

A grande diferença entre aquele texto de fevereiro e o atual foi a nítida evolução na performance do Dentil/Praia Clube.

A equipe de Paulo Coco vive o melhor momento no ano. Os problemas de entrosamento da levantadora americana Carli Lloyd com algumas atacantes foram minimizados, a presença de Michelle equilibrou a linha de passe e peças-chave do time cresceram de produção, como Carol e Fernanda Garay. As vitórias na semi sobre o Sesi Bauru foram categóricas, fator essencial para melhorar a autoestima do elenco, algo que pareceu abalado em alguns dos confrontos contra o Minas.

Tudo isso posto, prevejo uma série em melhor de três eletrizante entre as mineiras, com altíssimo nível técnico nos encontros e alta possibilidade de cinco sets em cada um deles. Espero (e torço) pela realização das três partidas possíveis neste playoff final. Seria quase um prêmio para o fã de um bom jogo de vôlei, independentemente de torcer por Minas ou Praia.

Praia cresceu na reta final da temporada (Marcelo Ferrazoli/Divulgação)

Por Daniel Bortoletto, publicado inicialmente no LANCE!

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