Home Entrevista Inspiração em Dante, seleção com Lavarini… Coreana Kim fala sobre a carreira
Entrevista - Internacional - 17 de abril de 2019

Inspiração em Dante, seleção com Lavarini… Coreana Kim fala sobre a carreira

A seleção feminina da Coreia do Sul era uma antes de Kim Yeon-Koung e se transformou em outra completamente diferente depois de Kim Yeon-Koung.

Ícone do vôlei coreano, a jogadora de 31 anos e 1,92m, que defende o Eczacibasi, da Turquia, falou à Federação Internacional (FIVB) sobre a carreira, os planos para o futuro, a disputa pela vaga olímpica sob o comando de Stefano Lavarini e revelou a inspiração em um jogador brasileiro no início da trajetória no esporte.

INÍCIO E INSPIRAÇÃO BRASILEIRA

Quando eu comecei a jogar voleibol, todas as ponteiras da Liga e da seleção coreana eram meus exemplos. Ao ficar um pouco mais velha e entender melhor o vôlei, eu descobri pela televisão dois atletas em suas respectivas seleções. Um era o Dante, do Brasil, a outra era a Sokolova, da Rússia. Eles eram ponteiros altos, que eram excelentes tanto atacando quanto passando. Depois de vê-los jogar, eu quis me tornar uma jogadora completa como eles.

SER UMA REFERÊNCIA NA COREIA

Como você deve saber, eu sou a única jogadora coreana que joga no exterior. Então é difícil para os outros integrantes da seleção coreano adquirirem conhecimento dos adversários nos demais países. Meu papel como líder da seleção é entregar o máximo possível de informações para a comissão técnica.

PROGRAMAÇÃO EM 2019

Os integrantes da seleção coreana serão chamados no dia 28 de abril. Eu não poderei me juntar a eles neste dia pois terei meus compromissos com o Eczacibasi, na Liga Turca. Aconteceu uma grande mudança na seleção nacional, já que neste ano teremos pela primeira vez na história um treinador estrangeiro (Lavarini). Eu estou esperando uma grande mudança na equipe, no nosso estilo de jogo. Eu também acredito que nossa estratégia será adaptada ao que vemos no vôlei internacional hoje. Espero que nossos torcedores curtam e gostem da transformação da nossa equipe. Como capitã eu vou liderar o time para termos uma boa performance.

CARREIRA

Eu trabalhei duro para chegar na posição que estou hoje. E acredito ser importante não ficar satisfeita com seu status atual, mas continuar trabalhando para se tornar amanhã uma melhor jogadora do que você é hoje. No esporte, ganhar é o único jeito de ter reconhecimento. É por isso que o processo de preparação para cada jogo, cada temporada, é desafiador.

Em ação pelo Eczacibasi (Divulgação)

ECZACIBASI

Antes da temporada, nosso objetivo era ganhar cinco troféus em cinco competições. Atualmente, nós já ganhamos duas e temos mais uma em disputa. Desejo completar o ano com os três troféus (provável final contra o Vakifbank no Campeonato Turco). Nós temos um time muito forte, perdemos apenas três vezes em toda a temporada (uma delas para o Itambé/Minas, de Lavarini, no Mundial de Clubes). A derrota nas quartas de final da Champions League nos deixou sentidas. Mas temos capacidade de recuperar ganhando a Liga Turca.

FUTURO

Eu já alcancei muitas coisas por clubes. Todos os times que joguei estiveram no topo dos ranking e ganhamos muitos campeonatos. Mas eu não estou satisfeita com meus resultados na seleção. Meu primeiro objetivo é garantir uma vaga na Olimpíada de Tóquio, em 2020. E minha última meta é ganhar uma medalha lá (no Pré-Olímpico, a Coreia enfrentará Rússia, Canadá e México, com uma vaga em jogo. Se não avançar, terá nova chance numa repescagem asiática).

LEIA TAMBÉM

Entrevista exclusiva com a bicampeã olímpica Sheilla

Sander fala em volta ao Sada/Cruzeiro no futuro

Renan solta a primeira lista dos convocados para a Seleção Masculina

Adenízia pede afastamento da Seleção e deixa Tóquio-2020 em aberto

Um papo com Macris sobre Seleção, veganismo, ranking e futuro

+ Patrocínio do Sesc é renovado e time feminino começa a reconstrução

Veja também

Maique: “Estamos buscando identidade para o grupo”

A Seleção Brasileira masculina está na França fazendo os últimos ajustes para o Campeonato…