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Destaques - Entrevista - Seleção Brasileira - 25 de maio de 2019

Renan Dal Zotto fala sobre Leal, Lucarelli e Brasil na VNL

Durante a passagem por Campinas, Renan fez um balanço positivo dos amistosos

Renan Dal Zotto iniciou, nesta semana, a terceira temporada como comandante da Seleção Brasileira masculina. E com moral. Ele assumiu o EMS/Taubaté na reta final da fase de classificação da Superliga e levou o time paulista ao título inédito.

Uma injeção de ânimo para a longa caminhada da Seleção em 2019. Depois de dois amistosos contra o Canadá, em Campinas, a equipe viajará para a Polônia nesta segunda-feira para a primeira de cinco etapas da Liga das Nações (VNL). Precisará terminar entre os cinco melhores para avançar para as finais. Na sequência, o principal compromisso do ano, que Renan não esconde de ninguém: o Pré-Olímpico na Bulgária, com apenas um vaga para quatro participantes. O ano ainda terá Sul-Americano, o Pan-Americano de Lima, no Peru, e a Copa do Mundo, no Japão. Confira aqui a tabela da VNL.

Renan falou ao Web Vôlei sobre o início do trabalho, sobre o momento de alguns atletas e da expectativa pela apresentação do cubano naturalizado brasileiro Leal.

Qual a sua avaliação dos amistosos contra o Canadá?

Saio satisfeito dos dois jogos. Na quarta-feira, no jogo de cinco sets, o Canadá jogou muito bem. Já na sexta eles sofreram um pouco mais, até porque a gente impôs o ritmo também, bem mais forte do que na quarta. Mas independentemente do Canadá, o importante era ver como a gente iria se comportar dentro de quadra. E neste aspecto na sexta foi melhor do que na quarta. Na nossa equipe, alguns atletas já se sentiram mais confortáveis dentro da quadra, com mais domínio das ações, usando a camisa da Seleção com maior naturalidade. O Cachopa (levantador) foi muito bem. No geral, o resultado final foi bom, mas não vou cansar de falar que ainda estamos longe do ideal. No caminho, mas longe do ideal.

Qual aspecto o Brasil mais precisa evoluir?

Algumas coisas nós temos de evoluir tremendamente. Vou dar um exemplo: a capacidade de gestão do jogo. Não dá para deixar a partida desandar de uma hora para outra. Assim fica muito difícil recuperar durante um set. Foi o que aconteceu em alguns momentos na quarta-feira. Essa é a capacidade de gestão de jogo. Para melhorar é preciso criar uma cultura, mas isso é com o trabalho do dia a dia. Ainda temos de ver algumas soluções individuais, pois os jogadores chegaram em momentos diferentes após o fim da participação de cada um na temporada dos clubes.

O Canadá tem um modelo de jogo parecido com os Estados Unidos, rival na estreia na Liga das Nações, no próximo dia 31. O quanto isso ajuda na preparação para o clássico?

Você observou bem, eles tem um estilo semelhante. Os amistosos ajudam sim quando um o modelo de jogo é tão parecido com o dos Estados Unidos. Como será primeira semana de Liga das Nações, a gente não sabe como eles vão estar, por isso nesse momento o mais importante é pensarmos em nós, em crescer, melhorar a cada treino, evoluir, porque vamos ter muitas pedreiras pela frente durante as cinco semanas de fase de classificação.

Você pôde trabalhar com o Lucarelli nos últimos meses no EMS/Taubaté. E ele parece estar em um momento tão bom quanto antes da cirurgia no tendão de Aquiles.

Ele foi merecidamente reconhecido como melhor jogador da Superliga, fez um excelente playoff. Pude acompanhar de perto e nos treinamentos aqui também, sempre se dedicando ao máximo. Passou por uma lesão grave, uma cirurgia importante. É um profissional de alto nível, sempre buscando seu melhor. Tenho certeza de que ainda irá nos ajudar muito.

Passagem por Campinas foi proveitosa (Marcos Ribolli/Vôlei Renata)

Existe uma grande expectativa para a apresentação do Leal (ponta cubano naturalizado brasileiro) à Seleção. Como você imagina que será o processo de adaptação?

Ele é um cara que conhece bem o Brasil e é importante isso do dia a dia. Quando você contrata um estrangeiro para uma equipe, a pior coisa não é a adaptação dentro da quadra, é o dia a dia, as brincadeiras que são diferentes em cada país. O Leal é um cara totalmente enquadrado, adaptado, fez grandes amigos no Brasil… Então tenho certeza que ele vai ser muito bem recebido e será totalmente inserido. A adaptação maior vai ser realmente o modelo de treinamentos, a gestão do trabalho, mas isso se pega aos poucos. Ele vai estar ali já treinando, vamos ver o dia a dia, , como ele se comporta, como ele se apresenta… Ele está malhando na Europa desde o fim da Champions League, o que também é importante. A expectativa é bastante grande para a apresentação dele. Acho que o Leal vai ser super bem recebido. O pessoal já entendeu que ele é um cara a mais para somar.

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