Categorias: Praia

Ágatha e Duda: bronze na etapa quatro estrelas de Varsóvia

A dupla brasileira Ágatha e Duda (PR/SE) subiu novamente ao pódio do Circuito Mundial de vôlei de praia 2019. O time comandado pelo técnico Marco Char conquistou neste sábado (15.06) a medalha de bronze da etapa quatro estrelas de Varsóvia (Polônia) ao superar na disputa as compatriotas Carolina Solberg e Maria Elisa (RJ) por 2 sets a 0 (23/21, 21/16), em 37 minutos. O próximo desafio das equipes brasileiras acontece em Hamburgo (Alemanha), com a disputa da Copa do Mundo, a partir do dia 28 deste mês.

É a segunda medalha seguida de Ágatha e Duda no Circuito Mundial 2019. No início do mês, a parceria da paranaense e da sergipana havia conquistado o ouro na etapa quatro estrelas de Ostrava, na República Tcheca, superando também um time brasileiro na disputa: Ana Patrícia e Rebecca (MG/CE). Ao todo, Ágatha/Duda já soma 12 medalhas no tour internacional desde 2017, quando se juntaram, sendo quatro ouros, três pratas e cinco bronzes.

Copa do Mundo

Ágatha comentou a medalha, lembrou a dificuldade em superar times brasileiros e projetou os próximos passos até a disputa da Copa do Mundo, na Alemanha.

Ágatha (esq) e Duda com a medalha de bronze em Varsóvia, na Polônia
(Divulgação/FIVB)

– Nós amamos subir ao pódio. Claro que gostaríamos de ter levado o ouro, mas quando nós subimos aqui, estamos entre os melhores times do torneio, em um nível muito alto. Quando nós perdemos o jogo da semifinal, estávamos tristes, mas mudamos o foco, o pensamento tinha que ser no jogo seguinte, e voltamos mais fortes. Contra duplas brasileiras, precisamos fazer algo diferente, os times se conhecem muito bem. Duda sacou muito bem e eu estava bem no ataque, na nossa virada de bola. Agora vamos ter uma semana em casa para descansar, treinar e voltarmos ainda mais fortes para a Copa do Mundo – disse.

– Estou muito feliz, pois esse bronze é muito importante para nosso time na corrida olímpica para os Jogos de Tóquio. É uma competição muito acirrada entre os times brasileiros para se classificar aos Jogos, então são pontos preciosos – completou a sergipana Duda.

A terceira posição em Varsóvia rende 640 pontos no ranking internacional e uma premiação de cerca de R$ 40 mil para Ágatha/Duda, enquanto o quarto lugar de Carolina Solberg/Maria Elisa significa mais 560 pontos no ranking e um prêmio de cerca de R$ 32 mil.

Maria Elisa recebe saque durante a disputa do bronze, observada por Carol
(Divulgação)

Liderança

O resultado também faz com que a Ágatha e Duda encostem na primeira colocação da corrida olímpica brasileira. Após o torneio em Varsóvia, Ana Patrícia/Rebecca lidera com 3.040 pontos, mas Ágatha/Duda aparece em seguida, com 2.880, reduzindo a distância.

A terceira posição agora é de Carol Solberg e Maria Elisa, que com o desempenho em Varsóvia chegaram aos 2.160 pontos, ultrapassando Talita/Taiana (AL/CE), que estão na sequência, com 2.080. Fernanda Berti e Bárbara Seixas (RJ), que não disputaram a etapa para que Bárbara possa se recuperar de lesão na mão, estão com 1.520 pontos.

Antes da disputa do bronze, os times brasileiros acabaram sendo superados nas semifinais. Ágatha/Duda caiu para as norte-americanas Larsen/Stockman por 2 sets a 0 (21/11, 21/19), enquanto Carolina Solberg e Maria Elisa foram superadas pelas australianas Mariafe Artacho e Taliqua Clancy, também por 2 sets a 0 (21/17, 21/16).

Pódio completo da etapa quatro estrelas de Varsóvia, na Polônia, em 2019
(Divulgação/FIVB)

As australianas, que ficaram com o ouro ao superaram o time norte-americano na final, por 2 sets a 0 (22/20, 21/17), receberam 800 pontos no ranking do Circuito Mundial e uma premiação de cerca de R$ 80 mil em Varsóvia.

Na corrida olímpica do Brasil, apenas os eventos de quatro e cinco estrelas do Circuito Mundial, além do Campeonato Mundial, são contabilizados, cada um com peso correspondente. Além disso, os times terão uma média dos 10 melhores resultados obtidos, podendo descartar as piores participações. Só valem os pontos obtidos juntos, como dupla.

Corrida olímpica

A corrida olímpica interna das duplas brasileiras acontece em paralelo à disputa da vaga do país, que segue as regras da Federação Internacional de Voleibol (FIVB). Cada nação pode ser representada por, no máximo, duas duplas em cada naipe.

Os países possuem quatro maneiras de garantir a vaga: vencendo o Campeonato Mundial 2019; sendo finalistas do Classificatório Olímpico, que será disputado na China, também em 2019; estando entre as 15 melhores duplas do ranking olímpico internacional; vencendo uma das edições da Continental Cup (América do Norte, América do Sul, África, Ásia e Europa). O Japão, sede, tem uma dupla em cada naipe já garantida.

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