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Seleção Brasileira - 16 de setembro de 2019

Brasil cai para a Holanda e sofre sua primeira derrota na Copa do Mundo

Brasil enfrenta o Quênia, quarta-feira, pela quarta rodada da Copa do Mundo

Com Sloetjes imparável e o Brasil inconstante na recepção, mal nas viradas de bola e tomando uma aula de defesa das adversárias, a Seleção Feminina sofreu sua primeira derrota na Copa do Mundo, na madrugada desta segunda-feira, para a Holanda, por 3 sets a 0 – parciais de 25-23, 25-21, 25-22 -, na cidade japonesa de Hamamatsu, pela terceira rodada da competição.

O time do técnico José Roberto Guimarães, que derrotou a Sérvia na estreia, por 3 a 2, e a Argentina, no domingo, por 3 a 0, volta à quadra na próxima quarta-feira para enfrentar o Quênia, às 6h (horário de Brasília).

Zé Roberto escalou o Brasil com a mesma formação da estreia, com Macris, Lorenne, Fabiana, Bia, Gabi, Drussyla e Léia (líbero). Entraram: Roberta, Sheilla, Carol e Amanda.

Lorenne marcou 13 pontos (FIVB/Divulgação)

Destaques

A oposta holandesa Sloetjes foi a maior pontuadora do jogo, com 25 pontos. Anne Bujis foi outro destaque europeu, com 13 pontos. Pelo Brasil, Lorenne pontuou 13 vezes, Gabi e Drussyla 12, Fabiana 5, Bia 4, Sheilla 3 e Macris 1.

A Seleção marcou 46 pontos de ataque, 4 de bloqueio, não fez nenhum ponto de saque e contou com 16 pontos cedidos em erros das adversárias. A Holanda marcou 53 pontos de ataque, 7 de bloqueio, 2 de saque e teve 13 pontos cedidos pelo Brasil em erros.

A Holanda dominou o jogo praticamente do começo ao fim, com raros lampejos brasileiros de reação, como no terceiro set, quando chegou a abrir quatro pontos de vantagem (14 a 10), mas não conseguiu segurar a boa frente por muito tempo.

As holandesas foram muito superiores em todos os fundamentos durante a maioria do tempo, jogando com autoridade no ataque, defendendo muito e contando com uma distribuição veloz e precisa por parte da levantadora Britt Bongaerts. No Brasil, as atacantes foram muito inconstantes, errando contra-ataques importantes, que poderiam ter feito a equipe segurar um pouco o ímpeto rival.

Aula de defesa

A Holanda deu uma verdadeira aula de defesa. E, com Sloetjes e Buijs em dia inspirado, o Brasil não conseguiu se impor. Gabi, Drussyla e Lorenne alternaram bons e maus momentos, sentindo dificuldade em passar pelo bloqueio e pela defesa adversária. Léia não fez a diferença no fundo de quadra e errou passes nos momentos decisivos dos sets. E o nosso bloqueio, que tinha funcionado muito bem nos dois primeiros jogos, marcou apenas quatro pontos, quatro no primeiro set, e depois passou em branco nas duas parciais seguintes.

Gabi foi inconstante no ataque. Marcou 12 pontos na partida (FIVB/Divulgação)

Zé Roberto mexeu pouco no time, mas sem efeito. Chegou a colocar Carol no terceiro set, no lugar de Bia, para tentar melhorar o bloqueio, o que não aconteceu. O Brasil seguia sem conseguir encontrar as atacantes adversárias tanto no bloqueio quanto na defesa. Sheilla entrou bem nas inversões, jogando com personalidade e mostrando que tecnicamente não esqueceu como joga voleibol. Mas, ainda está muito longe da forma física ideal. Faltam potência e força nos ataques.

Macris e Roberta não fizeram uma boa partida. Foram imprecisas em vários momentos, falhando na altura da bola para as companheiras e também fazendo opções equivocadas na distribuição, sem jogar nas maiores distâncias, facilitando a marcação adversária. Em defesa delas, sofreram com o passe nem sempre ideal e com a irregularidade das atacantes de segurança, que erraram nos momentos decisivos.

O jogo

A Holanda começou já em ritmo forte, mas o Brasil se ajustou e o primeiro set foi equilibrado até o 18º ponto, com as duas equipes próximas no marcador. Sloetjes, no entanto, dominava a partida, virando tudo, enquanto o Brasil sentia muita dificuldade em colocar as bolas, tanto de meio, quanto de segurança, no chão.

Sloetjes: 25 pontos (FIVB/Divulgação)

Nesse ritmo, as adversárias fizeram 24 a 20. A Seleção conseguiu salvar três set points, mas num erro de saque da Gabi as holandesas fecharam a parcial em 25 a 23, abrindo 1 a 0 no jogo. Sloetjes marcou nada menos que 11 pontos. Drussyla foi a maior pontuadora do Brasil, com 5 pontos. Gabi, 4 e Lorenne 2.

A Holanda começou o segundo set em modo rolo compressor, fazendo logo 3 a 0, com dois pontos de bloqueio em cima da Drussyla. O Brasil com muita dificuldade na virada de bola, enquanto as holandesas passeavam, com um muito volume de quadra e eficiência nos contra-ataques com Sloetjes e Buijs, principalmente. Perdendo por 7 a 3, Zé Roberto pediu tempo, mas a Seleção não reagiu e viu as rivais fazerem 16 a 10. O saque brasileiro seguia muito ineficiente, sem incomodar a recepção adversária. Além disso, a Holanda dava uma aula na defesa, enquanto o Brasil não conseguia achar as atacantes holandesas, diante da boa distribuição da levantadora Britt Bongaerts.

Sem efeito

O treinador trocou Macris por Roberta e o time conseguiu diminuir a diferença, para 16-18 contando com raros momentos de erros do adversário. Mas, a Holanda rapidamente se recuperou, voltando a defender muito e a botar os contra-ataques no chão. Sloetjes marcou 7 pontos na parcial e as holandesas fizeram quatro pontos de bloqueio, enquanto o Brasil passou em branco no fundamento. Sem dar chances para a equipe verde-amarela na parte final da parcial, a Holanda fechou o set com um bloqueio sobre Lorenne em 25-21, abrindo 2 sets a 0 na partida.

Lorenne ataca (FIVB/Divulgação)

As holandesas fizeram 2 a 0 no primeiro set, mas o Brasil fez 5 pontos diretos, liderado por Lorenne, que marcou duas vezes, obrigando o técnico Jamie Morrison a pedir tempo. A Seleção melhorou o fundo de quadra, defendendo bem e amortecendo as bolas no bloqueio e abriu 14 a 10. Mas, o passe do Brasil voltou a comprometer e o ataque já não foi mais eficiente e a Holanda empatou em 16 a 16, mortal nos contra-ataques.

A insegurança voltou a bater na porta das brasileiras. Irregulares na recepção e sem força na virada de bola, a Holanda abriu dois pontos de vantagem, em 19 a 17. O Brasil seguiu errando nos momentos cruciais. Com autoridade e merecimento, as holandesas fizeram 25 a 22 no terceiro set, encerrando o jogo em 3 a 0.

COPA DO MUNDO DO JAPÃO

RESULTADOS – TERCEIRA RODADA

Sérvia 3 x 0 Quênia (25-13, 25-11, 25-17)
República Dominicana 3 x 2 Camarões (25-17, 25-15, 23-25, 28-30, 15-10)
EUA 3 x 0 Argentina (25-21, 25-18, 18-25, 25-11)
China 3 x 0 Rússia (25-22, 25-16, 25-18)
Holanda 3 x 0 BRASIL (25-23, 25-21, 25-22)
Coreia do Sul 3 x 1 Japão (23-25, 25-19, 25-22, 27-25)

QUARTA RODADA

17/09 (terça-feira)
23h – Sérvia x Argentina

18/09 (quarta-feira)
0h30 – Rússia x Coreia do Sul
2h – EUA x Holanda
3h – China x República Dominicana
6h – BRASIL x Quênia
7h30 – Camarões x Japão

QUINTA RODADA

18/09 (quarta-feira)
23h – Holanda x Sérvia

19/09 (quinta-feira)
0h30 – República Dominicana x Rússia
2h – Argentina x Quênia
3h – Coreia do Sul x Camarões
6h – Brasil x EUA
7h20 – Japão x China

JOGOS DO BRASIL

HAMAMATSU

14.09 (SÁBADO) – Brasil 3 x 2 Sérvia (25/20, 23/25, 25/18, 22/25 e 15/12)
15.09 (DOMINGO) – Brasil 3 x 0 Argentina (25/17, 25/19 e 25/16)
16.09 (SEGUNDA-FEIRA) – Brasil 0 x 3 Holanda (23/25, 21/25 e 22/25)

18/09 – 6h (de Brasília) Brasil x Quênia
19/09 – 6h (de Brasília) Brasil x EUA

SAPPORO
22/09 – 3h (de Brasília) Brasil x China
23/09 – 0h30 (de Brasília) Brasil x Rep. Dominicana
24/09 – 7h20 (de Brasília) Brasil x Japão

OSAKA
27/09 2h (de Brasília) Brasil x Camarões
27/09 23h (de Brasília) Brasil x Coreia do Sul
29/09 2h (de Brasília) Brasil x Rússia

CLASSIFICAÇÃO

1 – China: 9 pontos
2 – Holanda: 9
3 – Estados Unidos: 9
4 – Rússia: 5
5 – Brasil: 5
6 – Japão: 4
7 – Sérvia: 4
8 – República Dominicana: 3
9 – Coreia do Sul: 3
10 – Argentina: 0
11 – Quênia: 0
12 – Camarões: 0

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