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Destaques - Seleção Brasileira - Superliga - 9 de outubro de 2019

Fabíola: “Acredito que não fechei as portas na Seleção”

A experiente levantadora Fabíola explicou o pedido de dispensa e ainda falou sobre o Sesc, o novo time

Em entrevista ao LANCE! publicada nesta terça-feira, a levantadora Fabíola falou da sua expectativa no novo Sesc RJ – depois de ter defendido o Sesi/Bauru na temporada passada e eliminado o time carioca nas quartas de final da Superliga. Ela ainda explicou os motivos de ter pedido dispensa ao técnico José Roberto Guimarães este ano, ficando fora de todas as competições do Brasil, e disse acreditar que ainda está no páreo para disputar os Jogos Olímpicos de Tóquio-2020.

Confira abaixo os principais temas da reportagem com Fabíola:

DEFENDER O SESC RJ

Era um desejo antigo. Trabalhei com o Bernardo há muitos anos, em Curitiba. Ele me fez virar levantadora e acreditou no meu potencial. Foi a primeira vez que saí de casa. Então, ficava o desejo de poder um dia voltar a trabalhar com ele. Tentamos antes, mas só agora deu certo. É uma responsabilidade. Chego com uma bagagem grande. Vou tentar trazer a experiência em prol do grupo.

ADAPTAÇÃO AO RIO

Tive um receio natural do Rio, pois vinha de Bauru. uma cidade mais pacata, do interior. Aqui, há uma concentração grande de carros, então a adaptação no início foi um pouco difícil. Mas agora já consigo andar em alguns lugares, com o GPS. Treinamos na Urca e a visão ao entrar da Baía é incrível. Se chegamos com aquela preguiça e damos de cara com esse visual, dá uma renovada. A história do Rio é muito bacana. Eu não conhecia e é legal saber as origens de onde você trabalha, entender como tudo foi conquistado quando os portugueses chegaram. Ainda não conheci nem a metade, mas estou bem feliz. Queria isso.

RESPONSABILIDADE

Sabemos da responsabilidade que temos no Sesc e queremos trazer tudo o que vivenciamos nesses anos para a quadra. Alegria, força de vontade e que, juntas, com toda a equipe, façamos o melhor para que o Rio seja campeão

ANDRESSA, FILHA MAIS VELHA DE FABÍOLA, JOGANDO NO FLU

Não é algo que eu queria para minhas filhas (risos). Atleta abre mão de muita coisa. Não gostaria que ela saísse de casa cedo e passasse pelo que passei. Mas a escolha é dela. Ao chegarmos ao Rio, os meninos da comissão falaram que valeria um teste. Ela gostou. Se for para ser, estarei do lado. Se decidir outra profissão, também. Ela é ponta. Não quer levantar, não.

SONHO OLÍMPICO

Tenho o sonho de jogar outra Olimpíada e estava à disposição. Mas foi difícil encontrar uma pessoa para cuidar das minhas filhas no Rio. A mais nova é muito apegada

PORTAS ABERTAS NA SELEÇÃO?

Eu expliquei para o Zé a minha situação e acho que ficou esclarecido. Mas não sei o que vai acontecer no ano que vem. Acredito que eu não tenha fechado as portas na Seleção.

REENCONTRO COM TANDARA

Vivenciamos muitas coisas que poucas pessoas conhecem, porque quando jogamos em Brasília, ela só tinha 17 anos. Foi uma fase importante. A gestação a fez amadurecer, e as pessoas que agregaram contribuíram nessa evolução. Fico feliz de hoje voltar a estar com ela, em uma fase mais madura, mais forte, mais concentrada e mais mulher. Poder participar disso é gratificante. Sabemos da responsabilidade que temos no Sesc e queremos trazer tudo o que vivenciamos nesses anos para a quadra.

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