Clássico Osasco x Sesc
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Coluna - Destaques - Superliga - 30 de novembro de 2019

Opinião: Teve de tudo no maior clássico do vôlei

Daniel Bortoletto escreve sobre o clássico entre Osasco/Audax e Sesc

O sempre aguardado clássico entre Osasco/Audax e Sesc entregou, dentro e fora de quadra, boa parte do que se esperava dele, na noite de sexta-feira.

A começar pela demonstração de espírito esportivo e civilidade, no pré-jogo, entre as duas instituições. Com divulgação conjunta, os times paulista e carioca fizeram ações de comunicação para promover o clássico, com texto distribuído à mídia com declarações de dirigentes com exaltação à importância do duelo e posts em redes sociais com craques das duas equipes juntas na mesma imagem.

Um golaço de Osasco e Sesc, numa clara demonstração de que ser adversário no esporte não significa ter ódio do rival. Eles não seriam o que são hoje se o outro não existisse. Piegas, mas verdadeiro. E ambos ganharão a curto e médio prazo com um processo constante de valorização do clássico, tratado por eles como o maior do mundo no vôlei.

Dentro de quadra, cinco sets. Não faltou emoção para os torcedores de Osasco e do Rio de Janeiro. No fim, o time de Bernardinho levou a melhor por ter feito um tie-break perfeito. Não é fácil perder a chance de fechar o jogo no quarto set, ver o ginásio do adversário quase vir abaixo e ignorar a pressão. O 15 a 5 foi uma aula do Sesc, com muita pressão no saque e uma virada de bola praticamente perfeita.

Para Tandara, os 22 pontos e o troféu de melhor em quadra tiveram um sabor especial. Foi a primeira vez dela com a camisa do Sesc no José Liberatti. A oposto tem boa parte da história no vôlei ligada ao time de Luizomar de Moura. Ao se transferir para o arquirrival, viu a idolatria em Osasco se transformar em críticas e provocações. Durante o jogo, viu a torcida da casa mostrar cartazes com notas de um dólar e a foto da atleta. Também foi xingada de mercenária. Deu a resposta em quadra.

O Sesc saiu do clássico invicto, líder e fortalecido após a grande reformulação feita por Bernardinho na temporada. Já Osasco, com uma formação diferente utilizada por Luizomar de Moura, com a sérvia Bjelica na posição de origem, na saída de rede, no lugar de Casanova, ainda tem muita a evoluir. Principalmente no entrosamento da levantadora Roberta com as atacantes.

A esperar o “maior clássico do mundo” no dia 11 de fevereiro, no Tijuca. No reencontro, já será possível ver qual dos dois rivais estará melhor preparado para os playoffs.

Texto de Daniel Bortoletto, publicado inicialmente no LANCE!

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