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Superliga - 13 de fevereiro de 2020

Ricardinho se emociona no retorno: “Vou lutar por eles”

Ricardinho se emocionou no seu retorno às quadras, na partida do Maringá contra o Sesc RJ, na noite dessa quarta-feira, no Rio, em jogo atrasado, válido pela terceira rodada do returno da Superliga Banco do Brasil Masculina 2019/2020: “Vou lutar por eles”, disse o campeão olímpico em Atenas-2004. O Maringá perdeu para o time carioca por 3 sets a 0.

Presidente do clube, o ex-levantador da Seleção Brasileira, de 44 anos, se viu obrigado à retornar às quadras, depois de ver o time de desmanchar no último mês. Com os salários atrasados desde outubro, muitos atletas do grupo deixaram a cidade. O time não tem mais opostos – o central Bertolini está jogando (e bem) improvisado na posição -, nem levantador reserva para ajudar nos treinos, no aquecimento dos jogos e entrar numa inversão. Por isso, Ricardinho teve de voltar a jogar.

Depois da derrota, no Ginásio do Tijuca Tênis Clube, o ex-camisa 17 da Seleção Brasileira recebeu, das mãos do seu ex-companheiro de Seleção, o técnico do Sesc RJ, Giovane Gávio, bicampeão olímpico (Barcelona-1992 e Atenas-2004) o troféu VivaVôlei, e se emocionou com a homenagem.

– Primeiro, quero agradecer ao Giovane pela homenagem. Eu recebi o prêmio, mas ele deixou claro que é para todos os jogadores do Maringá. Vou continuar com eles até o final e vamos lutar. Isso (a crise financeira) não pode ser maior do que o nosso esporte. Vamos nos unir cada vez mais para que não aconteça novamente o que aconteceu com o Maringá. É um sentimento muito grande. Infelizmente, o nosso patrocinador não está honrando com o contrato assinado. Muitos jogadores tiveram de deixar o time porque têm boleto para pagar, os salários não são altos, é mês a mês, tem o cartão para pagar, o aluguel, tem família… Esses que ficaram, com certeza vão ter propostas de outros times, de times grandes, eu já falei isso com eles. Merecem porque foram guerreiros, porque estão honrando e jogando apesar de tudo. Vou lutar até o final para que eles recebam o que lhes é devido. E vou ficar com eles até o final – disse o dirigente e levantador.

O Maringá segue em oitavo na tabela, com 17 pontos (5 vitórias e 12 derrotas), mas tem um  jogo a mais que o Vôlei UM/Itapetininga, que tem 16. Confira aqui a classificação. O time paranaense enfrenta o Ponta Grossa, dia 20 (uma quinta-feira), às 20h, em Ponta Grossa (PR), já pela sétima rodada do returno, com transmissão do pay-per-view do Canal Vôlei Brasil. Veja as transmissões e os jogos da semana.

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