Home Destaques Evandro: “Quero ganhar o ouro pelo Bruno”
Destaques - Praia - 24 de abril de 2020

Evandro: “Quero ganhar o ouro pelo Bruno”

A primeira experiência olímpica de Evandro não foi exatamente como o planejado. Jogando ao lado de Pedro Solberg, o jogador carioca terminou os Jogos do Rio-2016 apenas na nona colocação. Em entrevista ao site da FIVB, publicada nesta quinta-feira, ele disse que está ansioso pela sua segunda experiência olímpica, em Tóquio-2021. E que quer ganhar o ouro também pelo novo companheiro de dupla, Bruno Schmidt, campeão olímpico em 2016, ao lado do ex-parceiro Alisson.

Evandro, 29 anos, revela que
tem uma admiração especial por seu novo companheiro, um dos jogadores mais vencedores do vôlei de praia internacional nos últimos anos. E seu objetivo é aumentar a lista de títulos de Bruno no esporte, para ajudá-lo a ser o primeiro jogador a ganhar medalhas de ouro olímpicas consecutivas na areia.
– Ganhar uma medalha de ouro olímpica é o meu sonho, mas se há algo que eu quero mais do que isso é dar a Bruno o segundo – revelou o bloqueador de 2,10m de altura.
– Ele é um jogador fantástico e um ser humano cada vez melhor, por isso merece mais do que ninguém. Eu diria que vê-lo ganhando sua segunda medalha de ouro me faria mais feliz do que conseguir a minha primeira – disse.

Depois de jogarem juntos por apenas 14 meses, Evandro e Bruno conseguiram bons resultados em nível internacional, incluindo uma vitória no evento de 4 estrelas da FIVB, em Varsóvia, em junho do ano passado. O ranking mundial que acumulou no período foi decisivo para a CBV escolher a equipe como uma das representantes do Brasil em Tóquio – Alisson e Álvaro são a outra dupla.

A partir de agora, o foco principal é melhorar a parceria ainda jovem. E Bruno, 33 anos, campeão mundial em  2015, tem um papel ativo no processo, usando sua experiência para treinar Evandro diariamente na praia do Leblon, no Rio de Janeiro.

– Ele diz o tempo todo que quer me ajudar a me tornar o melhor jogador e o melhor bloqueador do mundo – acrescentou Evandro.

– Quando estou treinando para bloquear, ele fica atrás de mim e fica dizendo o que estou fazendo de errado e onde poderia melhorar. É engraçado, porque ele diz que às vezes é irritante e quase pede desculpas por isso, mas eu respondo que, se isso melhorar a nossa equipe, ele pode ser tão irritante quanto quiser e que eu não vou me importar.

Evandro tem uma boa experiência internacional, tendo participado do World Tour desde 2011 e conquistado sete medalhas de ouro no processo, inclusive no Campeonato Mundial de 2017, jogado ao lado de André Loyola.

Segundo ele, Bruno reconhece e aprecia seu papel na equipe, naquilo que descreve como um sistema de “liderança compartilhada”.

– Embora ele seja mais experiente do que eu, me dá muita autonomia e liberdade em nossa equipe – explicou o bloqueador.

– Ele me faz sentir muito confortável para tomar decisões, ele me incentiva a compartilhar meus pensamentos e confia em minhas decisões como se fossem suas. E isso não é habitual, vindo de um cara que ganhou tudo o que fez.

Para jogar com Bruno, no entanto, Evandro teve que mudar seu jogo. O bloqueador passou do seu lado direito, preferido, para jogar na esquerda, e acomodar seu novo parceiro, mas a mudança mais significativa envolveu seu saque, votado como o melhor do World Tour em cada uma das últimas cinco temporadas.

Com todos os seus três últimos parceiros, Evandro dividiria as tarefas de bloqueio, ou seja, quando estivesse na linha de serviço, ele poderia se concentrar apenas em sacar, pois estaria em defesa naquela jogada. Com o Bruno de 1,86m de altura, esse sistema não é mais uma opção e agora ele tem que comandar o bloqueio.

– Eu sabia que jogar com ele precisaria mudar, mas tê-lo como parceiro era algo que eu realmente queria, então estava disposto a fazê-lo. Eu tive que fazer alguns ajustes e não tivemos muito tempo, pois o processo de qualificação olímpica estava prestes a começar quando nos unimos. Eu tive que trabalhar de maneira diferente com a minha forma física, para que eu ainda possa servir o máximo possível e correr direto para a rede durante toda a partida. Ainda está em andamento, mas estou melhorando – concluiu.

Veja também

Sandro enaltece campanha do Vedacit Guarulhos

A derrota para o Vôlei Renata na decisão do Campeonato Paulista masculino de vôlei não tir…