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Destaques - Tóquio-2020 - 22 de maio de 2020

COI fala em quarentena para 11 mil atletas e portões fechados em Tóquio-2021

O presidente do COI (Comitê Olímpico Brasileiro), Thomas Bach, disse, nesta quinta-feira, em entrevista à agência de notícias BBC, que, embora admita que se a pandemia do coronavírus não estiver controlada até o ano que vem a Olimpíada de Tóquio pode ser cancelada, está otimista em um desfecho favorável e na realização dos Jogos.

Um dos cenários para que a Olimpíada – adiada para o dia 23 de julho do ano que vem – aconteça pode ser inusitado: o COI considera a hipótese de colocar em quarentena todos as pessoas envolvidas no grande evento, inclusive os 11 mil atletas.

– No que diz respeito às medidas de saúde, elas talvez precisem de quarentena para os atletas, para parte dos atletas, para outros participantes. O que isso pode significar para a vida em uma Vila Olímpica e assim por diante? Todos esses cenários diferentes estão sendo considerados, e é por isso que estou dizendo que é uma tarefa gigantesca, porque há tantas opções diferentes que não é fácil resolvê-las agora. Quando tivermos uma visão clara de como será o mundo em 23 de julho de 2021, tomaremos as decisões apropriadas. Não existe um plano para isso, por isso precisamos reinventar a roda dia após dia. É muito desafiador e ao mesmo tempo fascinante – disse Bach.

O COI evita falar na hipótese de ser fazer os Jogos com os portões fechados, ou seja: sem a presença de torcida nos ginásios e nos locais das competições.

– Não é isso que queremos, porque o espírito olímpico é sobre unir fãs. Isso que torna os Jogos únicos. Mas quando chegaríamos a essa decisão… eu pediria que você me desse mais tempo para consultas com os atletas, com a Organização Mundial de Saúde, com os parceiros japoneses – disse o dirigente alemão.

– Há pessoas no Japão que acreditam que os Jogos precisam ser realizados com portas fechadas. No nosso ponto de vista, temos mais de um ano até os Jogos. É muito cedo para ter essa discussão – disse o CEO dos Jogos, Toshiro Muto.

Thomas Bach evitou também condicionar os Jogos à descoberta de vacina:

– Estamos contando com os conselhos da Organização Mundial da Saúde. Estabelecemos um princípio: organizar esses Jogos em um ambiente seguro para todos os participantes. Ninguém sabe como será o mundo em um ano, em dois meses. Portanto, temos que confiar nos especialistas e, em seguida, tomar a decisão apropriada no momento apropriado, com base nos conselhos da OMS – disse Thomas Bach

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