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Destaques - Fora de Quadra - 28 de junho de 2020

Fabi relembra temores até afirmação da orientação sexual

A comentarista participou de reportagem do Esporte Espetacular

A bicampeã olímpica Fabi foi um das entrevistadas pelo Esporte Espetacular em reportagem sobre o Dia do Orgulho LGBTQI+, neste domingo. Ela é casada com Júlia Silva, diretora de Seleções da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), e mãe de Maria Luiza, a Malu. Comentarista de vôlei dos canais do Grupo Globo, Fabi falou sobre o processo de autoaceitação, de afirmação e dos temores de a orientação sexual atrapalhar a carreira esportiva.

– A gente vê que muitos atletas ficam mais à vontade para falar da sexualidade quando estão se aproximando do fim da carreira, por uma preocupação de patrocínio. Acho que tem relação. Não sei se eu tive medo. Não sei se posso dizer abertamente que tinha um temor, mas era uma preocupação. Se a partir da decisão de normalizar a minha relação traria prejuízos. Nunca senti na pele de fato, mas vinha: será que se eu falar sobre isso pode me atrapalhar na minha carreira? Assumindo minha sexualidade, pode trazer alguma consequência? Era um temor inconsciente, se falar da minha sexualidade poderia afastar patrocinadores ou alguém da equipe – comentou.

Com o passar da carreira, a maior líbero do vôlei feminino em todos os tempos se sentiu mais à vontade para assumir a sexualidade:

– Eu aprendi a importância de falar ao longo da minha vida. Sempre tive uma discrição no meu dia a dia, pensei que o foco fosse o vôlei, achava importante focar nisso. Ao longo do tempo, entendi que havia algumas oportunidades de falar sobre alguns tabus. Especialmente no esporte, normalizando uma situação que, para mim, era de fato super normal. No início, pensava na minha carreira. Ao longo, eu fui entendendo não só do ambiente que eu vivo LGBT+, mas também uma necessidade minha. Eu precisava me sentir um pouco mais liberta, mais livre. Assumir minha sexualidade me dava uma sensação de liberdade.

A pressão de uma sociedade preconceituosa dentro do esporte era uma das preocupações de Fabi.

– Existe uma preocupação de muita gente. Se aparece com namorado, está dizendo que é hétero. Se não aparece, as pessoas passam a falar da sua orientação sexual. É uma preocupação que acontece no ambiente esportivo em geral. As pessoas se preocupam muito com a orientação sexual de cada um. De fato, é um amadurecimento. Já namorei homens, já apareci com meninos e com meninas. E, para mim, era a minha vida. No início, também não tinha as minhas certezas, foi uma construção. Até entender que está tudo certo, gosto de mulheres e está tudo bem – comentou.

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