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Destaques - Tóquio-2020 - 28 de junho de 2020

Tandara diz que Seleção é merecimento e que vai “comer bola”

Em tempos de lives e bate-papos informais, jogadores e jogadoras às vezes respondem perguntas e curiosidades nada fáceis de fãs e torcedores. E a oposta Tandara não fugiu da responsabilidade. Em live para o site Surto Olímpico, na semana passada, ela mesma leu a pergunta estilo “saia-justa” de um internauta nos comentários do Instagram e a respondeu ao vivo.

– Eu vi uma pergunta aqui: “Tandara, você prefere a Sheilla como banco ou você prefere uma outra oposta mais nova?” Eu acho que cada um tem de fazer o seu trabalho muito bem. Acho que Seleção é merecimento. Cada um sabe das suas limitações. Eu vou fazer por mim e eu digo que estarei em Tóquio, sim. Vou me dedicar ao máximo para que isso aconteça, estou fazendo, com certeza, falando e repetindo que sou um dos pilares da Seleção. Sei da minha responsabilidade. Se for de banco, se for outra mais nova, acho que é merecimento. Acho que vão ter de treinar e comer bola, assim como eu vou ter de comer bola e treinar bastante – respondeu a jogadora.

Tandara se disse preocupada com o fato de que algumas seleções como a Sérvia e a China já estarem treinando, enquanto o Brasil ainda não tem previsão de retorno às atividades, por conta do quadro ainda preocupante do coronavírus no país.

– Com certeza treinamento faz falta. A gente joga o que a gente treina. Russia e China já estão treinando, Sérvia… já há muito tempo. Eu fico sem ter o que falar. Não sei o que vai ser. Estamos num país onde tudo está muito difícil, mas a gente tem de esperar. Não depende da gente. Eu venho vendo notícias de que a Seleção, que o Zé vai treinar em Portugal, mas o o maior surto de Covid está sendo no Brasil. Qual país vai abrir espaço para gente treinar? Não sei se isso vai ser possível. Isso nos prejudica muito. As outras seleções estão trinando na nossa frente. Com certeza faz toda a diferença. Mas, o que a gente pode fazer? Nada. Temos de esperar e ver como o Covid vai se desenvolver. E se voltarmos e uma se contaminar? O time inteiro vai se prejudicar.

Tandara analisou o ciclo olímpico 2017-2020:

– Pra mim foi bem conturbado. Eu comecei muito bem em 2017 (O Brasil foi campeão do Grand Prix)…  2018, e 2019 eu desencadeei várias lesões eu estou trabalhando dobrado hoje para que essas lesões não reapareçam. Eu coloquei como objetivo, que se realmente for para machucar, que for algo que não for para segurar. Não quero mais me machucar porque eu estava mal fisicamente. Hoje eu tenho profissionais do meu lado que e acompanham semanalmente, como o Alexandre Urso, meu fisioterapeuta, que largou tudo para me acompanhar do outro lado do mundo, na China. É complicado dizer, mas a gente pecou em alguns momentos é um aprendizado. A gente aprendeu para que não seja repetido novamente. Mas, acredito que seja uma seleção muito boa de talentos.

Ela relembrou a campanha do título do Grand Prix de 2017, com um time reformulado, sem boa parte das titulares que haviam disputado os Jogos do Rio-2016.

Ganhamos (o Grand Prix, hoje com nove nome VNL, Liga das Nações) em 2017 com uma seleção totalmente desacreditada e criticada por todos. Temos continuar trabalhando. Eu estou falando por mim e falando com algumas atletas que estamos trabalhando muito para fazer diferente lá na frente.

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