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Superliga - 15 de julho de 2020

Lucão pede temporada sem “perrengue” financeiro para time não perder o foco

O central Lucão, campeão olímpico nos Jogos do Rio-2016 e um dos pilares da Seleção Brasileira que vai buscar ouro em Tóquio no ano que vem, falou sobre o atual momento do vôlei brasileiro, que na última temporada terminou com quatro times devendo salários aos seus jogadores e comissões técnicas. Inclusive a equipe que ele defende, o EMS/Taubaté/Funvic, campeão da Superliga 2018/2019 e líder da 2019/2020 até o o seu encerramento, em março, quando a competição foi encerrada por conta da pandemia do novo coronavírus.

Além do Taubaté, Maringá, América/Montes Claros e Ponta Grossa (ex-Caramuru) não honraram seus compromissos ao final da temporada e correm contra o tempo para regularizar a situação para conseguir o fair play financeiro junto à CBV nesta quarta-feira e seguir apto à se inscrever na próxima Superliga. Por enquanto, o time do Paraná é o único fora da disputa por não ter conseguido um novo patrocinador. Os demais estão tentando negociar suas dívidas. Leia aqui mais sobre o assunto.

– Acho que é hora de repensar o vôlei como um todo para a gente não passar pelos problemas que a gente está passando igual esse ano, com time não pagando. O fair play financeiro, que a gente não sabe se vai acontecer, se vão conseguir entrar ou não entrar… Precisamos parar para pensar em como reestruturar o voleibol para a gente poder ter um voleibol mais forte – disse Lucão, no podcast Jornada das Estrelas,junto ao narrador do SporTV Bruno Souza e o comentarista Carlão, ex-capitão da Seleção Brasileira, campeão olímpico em Barcelona-1992.

– Fico preocupado que acabam elitizando um pouco o vôlei. A gente consegue ter ideias muito fortes daqueles que são grandes, e às vezes o pequeno não consegue ter voz para olharem para ele. A CBV tem melhorado bastante o papel dela, ela está começando a escutar, está vendo que o buraco está grande, que não está fácil e que se continuar do jeito que está os clubes vão começar a passar dificuldades. Este é o jeito que a gente pode ajudar: jogando ideias. Os atletas estão bem empenhados, falamos sobre os quatro atletas olímpicos que vão entrar com direito a voto e acho que isso vai ajudar a CBV a entender do que os clubes estão precisando. Antes eram só os presidentes de federações – disse o central.

Lucão falou também sobre as negociações do Taubaté em relação ao atraso salarial com os jogadores que defenderam o clube na temporada passada.

– A diretoria conversou com a gente que houve um atraso grande na assinatura dos contratos com as empresas patrocinadoras e por isso teve um déficit muito grande de tempo. Foi um erro de programação do próprio clube e no meio disso eles reestruturaram uma tabela de pagamento com os jogadores. Ficaram de mandar uma proposta. O que ninguém quer é que uma equipe que tem uma equipe fantástica passe por um perrengue mais um ano. As coisas têm de ser melhor organizadas, para começar uma temporada limpa. Porque, querendo ou não, isso atrapalha. Talvez para mim não porque eu tenho uma condição financeira boa, tenho como me manter quatro, cinco meses sem receber, mas aquele cara que sai da sua cidade, aluga o apartamento e tem o dinheiro contado todo mês para pagar as suas contas, esse sofre. O foco muda. O foco não é mais o voleibol e sim quando é que vou pagar as minhas contas – completou o jogador.

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