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Destaques - Superliga - 28 de julho de 2020

Pacheco: “Angústia se enquadra bem no que a gente passou”

A equipe de Ribeirão Preto foi a última a confirmar presença na Superliga masculina 2020/2021, na última quinta-feira, data-limite para inscrição. A sinalização positiva do Grupo São Francisco, empresa do setor de saúde, foi decisiva para o projeto não fechar as portas.

Para o técnico Marcos Pacheco, a melhor palavra para definir aquele dia foi angústia. Em conversa com o Web Vôlei, ele contou como foram difíceis os momentos de indefinição e de possibilidade de encerramento do time, que irá para a terceira temporada na elite nacional.

– Angústia é uma palavra que se enquadra bem no que a gente passou aí. Desde o dia 14 de março, que seria a última rodada da fase classificatória, a gente vive essa angústia. Naquele momento, a gente não sabia a proporção que iria tomar, mas o tempo foi passando, foi passando e a gente viu a dificuldade que a situação trouxe não só para o esporte, mas para a vida de todos, tudo que desencadeou a partir daquele momento, né. Parceiros nossos que sempre foram parceiros estavam em dificuldade. E aí no último momento, na data-limite mesmo, a gente tinha de confirmar o time, no dia 23, até às 22h. E nós confirmamos o time às 21h15. Então foi no apagar das luzes, mas conseguimos. Essa etapa foi cumprida e agora é seguir em frente – comentou Pacheco.

O treinador admite que chegou a acreditar que o projeto de Ribeirão Preto fecharia as portas. Na temporada encerrada antes dos playoffs por conta da pandemia do coronavírus, o time paulista estava em décimo lugar, fora da zona de classificação, mas livre do rebaixamento.

– Achei que perderíamos a vaga, por todo esse contexto que o mundo está passando, que os parceiros e as empresas não iriam continuar. E entendo a dificuldade deles. Mas seria muito triste por tudo que passamos. Jogamos a Superliga C, a Superliga B, tivemos dois anos de Superliga A com time modesto, de acordo com a nossa realidade, fazendo bons jogos. A comunidade conseguiu acompanhar, tivemos jogadores campeões olímpicos na cidade. Perder a vaga desta maneira seria diferente. Fico feliz por termos conseguido – disse.

Para a próxima Superliga, Pacheco mantém os pés no chão, ciente de que o orçamento garantido até aqui não permite montar um time para brigar pelas primeiras posições:

– A gente vive dentro de uma realidade, um contexto de equipe pequena. O projeto é novo, está aprendendo ainda. Muitas vezes aconteceu de termos de parceiros fieis e sou grato a isso. Alguns erros foram cometidos, algumas leituras, mas enfim, as pessoas vão amadurecendo, entendendo melhor como funciona uma Superliga, o projeto vai amadurecendo, vai crescendo, vai entendendo melhor. Você vê a tabela: tem o Sada Cruzeiro, aí no sábado tem o Sesi, depois o Taubaté… É complicado. Chega um momento em que a gente começa a competir com adversários mais próximos à nossa realidade, mas aí você já está com uma sequência de derrota. Mas você tem de ter paciência e lucidez para lidar com tudo isso e o projeto está entendendo cada vez mais.

Sobre o atual cenário do vôlei nacional, com uma diminuição de orçamento e um grande êxodo de atletas para o exterior, Pacheco faz uma análise da nova divisão de forças (veja aqui  lista dos times inscritos na próxima Superliga).

– Talvez esse ano será marcante, com o ingrediente da pandemia. Temos alguns projetos mais sólidos, com história, o caso do Sada Cruzeiro. Taubaté é um supertime, o Minas é sempre o Minas, independentemente de ter patrocinador ou não o clube se mantém. Campinas tem tradição e consegue se manter com uma estrutura muito boa, a gente tem Blumenau que parece estar bem estruturado, o time de Guarulhos pelo mercado também parece que se virou bem… E as outras equipe são projetos pequenos com jovens que vão brigar, Não deixando de citar o Sesi, que não sabemos ainda que caminho vai tomar, com Murilo e mais alguns jovens. Vai ser uma luta lá em cima talvez entre Cruzeiro e Taubaté, quem sabe, e depois um grupo intermediário e na sequência várias equipes brigando para entrar nos playoffs. Pode ser isso – finalizou Pacheco, que agora procura no mercado jogadores para a montagem do elenco.

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