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Praia - 15 de julho de 2020

Trabalho de base do vôlei de praia em discussão

Evento da CBV aconteceu na noite de terça-feira

A gestão e preparação das Brasileiras masculinas de base do vôlei de praia foram abordadas, na noite desta terça-feira, em apresentação do técnico Robson Xavier, no 20° seminário virtual da Academia do Voleibol, da CBV.

Xavier falou para cerca de 130 profissionais de todo país. O paranaense é o treinador das equipes masculinas de base de vôlei de praia desde 2015, tendo conquistado três vezes o Mundial Sub-21 (2016, 2017 e 2019) e uma vez o Mundial Sub-19 (2016). Além disso, também comanda atletas da categoria adulta na Associação Maringaense de Vôlei de Praia.

O treinador comentou o sistema de avaliação dos jovens convocados para as seleções, observados nos Campeonatos Brasileiros de Seleções Estaduais (CBS), Campeonatos Brasileiros Interclubes (CBI), Jogos Escolares e demais competições regionais.

– Temos uma comissão técnica muito gabaritada, com um grupo de treinadores que sempre acompanham todos os campeonatos. Nós estamos presentes, seja participando com equipes, seja analisando. Essa rede de técnicos, com profissionais que vão de Norte a Sul, nos apoia fundamentalmente para encontrar os meninos e levá-los à Seleção. Buscamos ter o maior número de informações para realizar bem o trabalho de preparação – disse Robson.

A mediação do bate-papo foi realizada pelo gerente de seleções de vôlei de praia, Pedro Paladino, que também realizou perguntas enviadas pelos participantes. Ele destacou o trabalho realizado em conjunto com o Comitê Olímpico do Brasil (COB), que tem proporcionado a realização de camps e peneiras pelo país.

– Vamos demonstrar um pouco nesta apresentação como é realizado o trabalho do Robson Xavier nas categorias de base da seleção e com duplas do adulto. Há cerca de quatro anos estamos trabalhando forte na estruturação do vôlei de praia, buscando detectar e lapidar novos atletas, disputar competições de alto nível. Realizamos peneiras e camps para estarmos preparados para enfrentar países da Europa e EUA, que também têm programas muito avançados na base do vôlei de praia – declarou Pedro Paladino.

Robson também comentou sobre o trabalho com as categorias mais jovens, abaixo dos 17 anos, e a necessidade de realizar um nivelamento e ações específicas no Centro de Desenvolvimento de Voleibol (CDV), em Saquarema.

– Os grupos mais novos são formados por atletas que chegam em níveis distintos. Alguns jovens treinam todos os dias, outros treinam três vezes por semana, outros treinam voleibol de quadra e praia. No primeiro momento, dividimos, não conseguimos trabalhar todos ao mesmo tempo. Buscamos identificar o estágio de cada um, formar dois, até três grupos, e no final, realizar trabalhos conjuntos com todos mais nivelados. E com o tempo, esse grupo vai afunilando, ficando menor, experiente, para chegar ao rendimento máximo em 2022 (ano dos Jogos Olímpicos da Juventude) – disse Robson.

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