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Superliga - 15 de julho de 2020

Weber, sobre retorno aos treinos após quarentena: “Vai ser como voltar de lesão”

Em conversa no podcast Jornada nas Estrelas com o narrador do SporTV, Bruno Souza, e o comentarista Carlão, ex-meio-de-rede do Brasil, campeão olímpico nos Jogos de Barcelona-1992, o técnico argentino Javier Weber, novo reforço do EMS Taubaté Funvic, falou sobre suas expectativas para a próxima temporada.

Weber, 54 anos, está em Buenos Aires, cumprindo a quarentena, mas admitiu que já está tentando vir para o Brasil.

– Estou na Argentina ainda, fechado há mais de 110 dias, esperando a abertura da situação aqui, sobretudo em Buenos Aires. Estou esperando algum voo para que eu possa ir para São Paulo e começar a nossa temporada – disse o ex-levantador, que nos últimos 13 anos foi treinador do Bolivar.

Ele retorna ao voleibol brasileiro, depois de ter sido levantador da Ulbra , onde foi bicampeão da Superliga (1998-1999), e posteriormente técnico da Unisul, onde também foi campeão da Superliga, na temporada 2003/2004.

O treinador chega para o lugar do técnico Renan dal Zotto, que saiu do cargo para dedicar-se apenas à função de técnico da Seleção Brasileira:

– O que me fez optar ir para Taubaté é que é um projeto vencedor, como era o Bolivar. Taubaté foi um desafio esportivo diferente, também é um projeto vencedor, que aspira sempre mais, que quer mais, um plantel muito importante e que vai ser protagonista, mas principalmente um projeto que quer sempre se superar. Estou muito feliz de tomar essa decisão e voltar para o Brasil.

Weber acredita que o maior desafio no retorno às atividades depois da quarentena será recuperar os atletas física, técnica e psicologicamente:

– É uma situação inédita, que nunca aconteceu… é uma pandemia. Quatro meses parado, quatro meses e meio sem fazer nada. Tem gente que fez um pouco mais, tem gente que não fez nada. Vai ser uma situação muito difícil para todas as comissões técnicas. Vai ter de ter muito cuidado – disse o treinador.

– A gente está comparando a situação de quando machuca algum jogador e ele fica três, quatro meses parado, a quantidade de saltos, a programação… e outra coisa: hoje não temos a previsão de quando voltamos. Vai ser em agosto? E tem a ansiedade dos jogadores, ansiedade de voltar, treinar, pegar na bola…. estamos conversando muito no sentido de como cuidar os atletas. Acho que oito semanas são o mínimo de treino para voltar a jogar um jogo oficial. Tivemos o exemplo do futebol na Alemanha. Nas primeiras semanas de volta aos jogos se machucaram 10 jogadores…. Acho que voltar rápido não vai ser bom para os atletas – completou Weber.

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