Bruno Schmidt e Evandro
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Praia - 23 de agosto de 2020

Bruno e Evandro relembram início difícil da parceria

Bruno Schmidt, 33 anos, é um atleta de talento e currículo inquestionáveis. O campeão olímpico tem na técnica apurada e na leitura de jogo suas principais qualidades. Já Evandro, 30, preenche todas as características do jogador moderno de vôlei de praia: boa estatura (2,10m de altura), saque potente e vigor físico.

Há um ano e meio, quando decidiram formar parceria, uma expectativa enorme se criou em torno da dupla. Não era para menos, já que estávamos falando de dois dos principais atletas do Circuito Mundial. Expectativa esta que foi amplificada após Bruno e Evandro vencerem a etapa de Fortaleza (CE), do Circuito Nacional, logo em seu primeiro torneio juntos.

O principal objetivo traçado para a temporada 2019 também foi cumprido: a vaga nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Com tantas boas notícias, fica difícil imaginar que a dupla tenha enfrentado dificuldades neste percurso. Mas foi exatamente o que aconteceu com Bruno e Evandro.

– As pessoas acabam não tendo noção, mas fomos a única dupla do cenário mundial que, a uma semana do início da corrida olímpica, precisou mudar a posição de um jogador. Apesar dos 2,10m de altura, o Evandro nunca havia jogado o tempo inteiro no bloqueio. Ele revezava ou ficava no fundo, como foi no Rio 2016. Tivemos que mudar sua posição, o ‘joguei na fogueira’ praticamente – explica Bruno Schmidt, que trocou o Espírito Santo pelo Rio de Janeiro para treinar com Evandro.

– O Circuito Mundial foi estressante no ano passado. Víamos o potencial da equipe, o potencial individual do Evandro, mas queríamos que tudo acontecesse para ontem. Tivemos que ajustar muitos detalhes em pouco tempo, sem tempo suficiente para construir a equipe – complementa.

As lesões também perseguiram Bruno durante o ano de 2019, obrigando-o a competir – e a somar pontos na corrida olímpica – longe das condições físicas ideais. O atleta chegou a jogar as últimas duas etapas do Circuito Mundial com um estiramento na coxa. Nesse sentido, a interrupção nos treinos causada pela pandemia pode ser considerada positiva para o atleta. Classificados serão cabeças-de-chave nos Jogos de Tóquio.

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