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Fora de Quadra - 9 de setembro de 2020

Academia discute como prevenir lesões no vôlei

Nesta terça-feira, novo evento da Academia do Voleibol

Uma pergunta que aparece para qualquer praticante de esporte foi o tema da 36ª edição da Academia do Voleibol. A fisioterapeuta Natália Bittencourt, com pós-doutorado no Centro de Pesquisa do Comitê Olímpico Internacional (COI), apresentou, nesta terça-feira, uma palestra sobre o tema “É possível prevenir lesões no voleibol?”

A conferência contou com a mediação de Carlos Rios, presidente da Comissão Nacional de Treinadores (Conat) e Márcia Albergaria, da Universidade Corporativa de Voleibol (UCV). No bate-papo transmitido de maneira gratuita através do Canal Vôlei Brasil, Natália Bittencourt destacou três pontos principais para se evitar uma lesão: avaliação para definir o perfil de risco do grupo, prevenção coletiva e individual e monitoramento de carga em equipe.

– O fisioterapeuta precisa fazer parte de todo o processo de trabalho como monitoramento e tomada de decisões. O treinador deve escutar o fisioterapeuta e tem um outro lado de também ouvir os atletas. Acredito que todo grande treinador tem um excelente fisioterapeuta ao seu lado. A lógica é montar uma equipe onde todos estão remando juntos – disse Natália.

Entre as principais funções da avaliação fisioterápica no vôlei, Natália destacou a identificação do perfil de risco, informações de base, intervenções precoces, guiar o treinamento baseado na individualidade biológica e a criação de confiança entre o fisioterapeuta e o atleta.

– As lesões no esporte podem e devem ser prevenidas. Pequenas ações contínuas podem nos ajudar a reduzir as lesões. O fisioterapeuta tem um papel muito importante na identificação de pontos fracos nos corpos dos atletas, o que pode ajudar na prevenção das lesões. É um trabalho conectado com o preparador físico, porque a partir das avaliações fisioterapêuticas conseguimos individualizar os treinamentos físicos, além de gerar uma intervenção específica nos fatores que criam dores e lesões – explicou Natália.

Natália também mostrou que cerca de 50% das lesões no voleibol acontecem no joelho e 31% são entorses de tornozelo. Na sequência aparecem lesões no ombro, com 19%.

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