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Destaques - Superliga - 10 de setembro de 2020

Balanço da presença estrangeira na Superliga

CBV divulgou números dos estrangeiros nas 26 edições da competição

A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) divulgou, nesta quinta-feira, um balanço da passagem dos estrangeiros pela Superliga. Ao longo das 26 edições da competição já passaram pelas quadras nacionais 167 atletas de 30 nacionalidades diferentes, com todos os continentes representados.

A participação de estrangeiros teve início já na primeira temporada da Superliga entre 1994 e 1995. Na edição inaugural foram oito no total, sendo cinco atletas na competição feminina e três no masculino. A levantadora peruana Rosa Garcia, medalhista olímpica em Seul-1988, foi um dos principais nomes no elenco do BCN (SP), que terminou a competição com o vice-campeonato.

Na história da Superliga, os países da América do Norte, Central e Caribe foram os que mais enviaram atletas para jogarem em solo brasileiro, com 74 ao todo. Aliás, os Estados Unidos, outra potência na modalidade, é o país que mais cedeu jogadores para a competição, 33 no total, incluindo a estrangeira com maior número de participações: Danielle Scott. A central jogou em 10 temporadas, entre 1998 e 2014, sendo quatro delas pela equipe representante de Osasco.

– A Superliga foi muito importante na minha carreira como atleta, e é uma das ligas mais fortes do mundo. Ter jogado tantos anos no Brasil me ajudou bastante, conheci pessoas importantes para a minha vida e treinei com ótimos técnicos. O povo e a cultura brasileira me marcaram. Não me surpreende tantos jogadores daqui dos Estados Unidos terem ido jogar na Superliga, pois o nível é muito alto – comentou Dani Scott.

Em segundo lugar entre as estrangeiras que mais jogaram na Superliga está Daymi Ramirez, uma entre os 25 atletas cubanos a atuarem por aqui. Ela disputou seis temporadas, quatro pelo Dentil/Praia Clube.

– O Brasil sempre foi um país que eu sonhava em jogar. A qualidade do voleibol praticado e as pessoas envolvidas foi o que me motivou a disputar a Superliga. Durante os anos que estive por lá aprendi muitas coisas, inclusive taticamente, que trago comigo até hoje. O momento que mais me marcou foi a final que joguei pelo Dentil/Praia Clube na temporada 2015/2016 – contou a atleta cubana.

A pequena ilha caribenha, que se tornou gigante no voleibol, é o terceiro país que mais exportou jogadores para as quadras brasileiras, ficando atrás apenas dos EUA, e da Argentina, que cedeu 27. E, junto com os argentinos, peruanas, colombianas e venezuelanas somam 37 sul-americanos que defenderam as cores de clubes brasileiros em edições da Superliga.

López
López será mais um cubano na Superliga (Agênciai7/Divulgação)

Um dos maiores ícones do voleibol argentino, Carlos Javier Weber, é um dos estrangeiros que deixaram uma marca na história da competição. Como levantador participou de seis temporadas, e foi campeão em duas, ambas pela Ulbra (RS) – 97/98 e 98/99. Após a aposentadoria como atleta, Weber passou a ocupar o cargo de treinador, e, novamente, conquistou o principal título do voleibol brasileiro, desta vez como comandante da Unisul (SC), em 2004. Para a próxima temporada, ele está de volta ao território verde e amarelo para ser o técnico do EMS/Taubaté.

Mas não é só de atletas dos países europeus e americanos que a Superliga se abastece no quesito estrangeiros. África, Ásia e Oceania também tiveram representantes por aqui. O central Ilouoni Ngamporou, do Congo, foi o primeiro africano a disputar a competição, e defendeu o Copel Telecom Maringá (PR) na temporada 15/16. Já o segundo não demorou muito a vir, no ano passado o Taubaté trouxe o marroquino Mohammed Al Hachdadi para o elenco.

– A principal razão para que eu escolhesse o Brasil para jogar foi a oportunidade de aprender com a escola brasileira de voleibol, especialmente com o técnico Renan. A temporada que passei em Taubaté, a Superliga é uma competição de alto nível, assim como a seleção nacional, foi um ganho enorme para a minha carreira. Outro aspecto que me marcou muito fui o carinho dos fãs, que me trataram com muito carinho – disse o oposto marroquino, atualmente na Polônia.

Os asiáticos que jogaram em clubes brasileiros tiveram a mesma origem: o Japão. Os ponteiros Yusuke Ishijima e Tatsuya Fukuzawa defenderam clubes das região sul em décadas distintas. O primeiro esteve na Ulbra entre 2006 e 2007, e o segundo defendeu Maringá entre 2015 e 2016. Já o único atleta da Oceania a disputar uma edição da Superliga foi o ponteiro Igor Yudin, da Austrália, que jogou no Minas Tênis Clube (MG) na temporada 2005/2006.

Dileo
Dileo é um dos três técnicos argentinos no país (Marcos Riboli/Divulgação)

No que tange ao aspecto técnico dos 167 forasteiros que vieram disputar a Superliga, 46% eram ponteiros, 21% eram centrais, 20% opostos, 9% líberos. Na divisão entre os gêneros, as mulheres participaram em maior número, com 54% do total de atletas de outras nacionalidades. Outro dado interessante diz respeito à quantidade de estrangeiros em cada edição da Superliga, com média de 10 por edição, a que contou com o maior números deles foi a 2018/2019, com 26. Já a temporada 2004/2005 foi a única sem a presença de gringos.

Para 2020/2021, a legião estrangeira será grande mais uma vez, com destaque para o trio de técnicos argentinos (Mendez, Weber e Dileo no masculino) e um outro trio, este  dominicano e de peso, no feminino (Brenda Castillo e as irmãs Martinez).

PAÍSES COM ATLETAS NA HISTÓRIA DA SUPERLIGA

Estados Unidos – 33
Argentina – 27
Cuba – 25
República Dominicana – 9
Sérvia – 9
Rússia – 7
Bulgária – 6
Canadá – 5
Ucrânia – 5
Venezuela – 5
Holanda – 4
Itália – 4
Peru – 3
Alemanha – 2
Colômbia – 2
Croácia – 2
França – 2
Japão – 2
Polônia – 2
Porto Rico – 2
Romênia – 2
Austrália – 1
Azerbaijão – 1
Bélgica – 1
Congo – 1
Grécia – 1
Letônia – 1
Marrocos – 1
República Tcheca – 1

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