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Destaques - Fora de Quadra - Praia - 21 de setembro de 2020

Fabiana reclama de nota de repúdio da CBV

Meio de rede fez a postagem nas redes sociais nesta segunda-feira

A bicampeã olímpica Fabiana usou as redes sociais, na noite desta segunda-feira, para reclamar do verbo “denegrir”, usado pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), na nota de repúdio contra Carol Solberg, no domingo, após a manifestação contra o governo Bolsonaro ao fim de uma entrevista ao SporTV.

Na postagem, a meio de rede reforçou que a palavra tem cunho racista, além de dizer que “a entidade não foi muito feliz na nota”.

– Eu como atleta preta, que muito conquistei e representei esse país em todo mundo, não posso me calar diante das coisas que vejo – escreveu Fabiana.

Confira abaixo a íntegra da postagem da jogadora:

Difícil entender o que aconteceu. Vamos por partes. Primeiro, denegrir é uma palavra de cunho racista e JAMAIS deveria ser usado em qualquer situação. Estamos lutando dia após dia contra atos racistas, fazendo campanhas educativas e protestos, então seria ótimo repensar o uso de certos termos. Com isso já deixo a dica de além de denegrir não usem “lista negra”, “mulata”, “mercado negro”, “a coisa tá preta”, “serviço de preto”, entre outras mais. Segundo, vivemos (ainda) em um país DEMOCRÁTICO, em que atletas ou qualquer ser humano pode expressar suas convicções, desde que elas não sejam ofensivas, criminosas ou que faltem com respeito. Temos que ter muito cuidado com a censura ou flerte com a volta dela, precisamos estar atentos aos nossos direitos enquanto cidadãos. Portanto, não foi muito feliz a nota escrita pela CBV. Eu como atleta preta, que muito conquistei e representei esse país em todo mundo, não posso me calar diante das coisas que vejo. Sempre vou apoiar a democracia, as liberdades individuais e especialmente todo apoio a causa contra o racismo estrutural e diário que ainda insistimos em conviver achando “normal”. #blacklivesmatter #vidaspretasimportam #liberdade

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Difícil entender o que aconteceu. Vamos por partes. Primeiro, denegrir é uma palavra de cunho racista e JAMAIS deveria ser usado em qualquer situação. Estamos lutando dia após dia contra atos racistas, fazendo campanhas educativas e protestos, então seria ótimo repensar o uso de certos termos. Com isso já deixo a dica de além de denegrir não usem “lista negra”, “mulata”, “mercado negro”, “a coisa tá preta”, “serviço de preto”, entre outras mais. Segundo, vivemos (ainda) em um país DEMOCRÁTICO, em que atletas ou qualquer ser humano pode expressar suas convicções, desde que elas não sejam ofensivas, criminosas ou que faltem com respeito. Temos que ter muito cuidado com a censura ou flerte com a volta dela, precisamos estar atentos aos nossos direitos enquanto cidadãos. Portanto, não foi muito feliz a nota escrita pela CBV. Eu como atleta preta, que muito conquistei e representei esse país em todo mundo, não posso me calar diante das coisas que vejo. Sempre vou apoiar a democracia, as liberdades individuais e especialmente todo apoio a causa contra o racismo estrutural e diário que ainda insistimos em conviver achando “normal”. #blacklivesmatter #vidaspretasimportam #liberdade

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Também nesta segunda-feira, a CBV divulgou também a posição da Comissão Nacional de Atletas de vôlei de praia sobre o ocorrido. Ela reforça a posição da entidade sobre o caso.

“A Comissão Nacional de Atletas vem, através desta, ressaltar que não é favorável a nenhum tipo de manifestação de cunho político em competições esportivas. Por isso, a mesma lamenta o ato realizado pela atleta Carol Solberg neste domingo, em jogo válido pela primeira etapa do Circuito Brasileiro Open de vôlei de praia, temporada 2020/2021, e lutaremos ao máximo para que este tipo de situação não aconteça novamente”.

Na nota constam os nomes de Emanuel Rego (presidente da Comissão Nacional de Atletas de Vôlei de praia), Harley Marques (vice-presidente), Josi Alves, Barbara Seixas e Oscar Brandão, membros do grupo.

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