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Categorias de base - 16 de outubro de 2020

Fernandinha palestra para Seleção sub-20 feminina

A tarde desta quinta-feira marcou um encontro de gerações para a Seleção Brasileira feminina sub-20. As atletas da equipe comandada pelo técnico Hairton Cabral tiveram a oportunidade de bater um papo e trocar experiências com a campeã olímpica Fernandinha, medalha de ouro nos Jogos de Londres, em 2012. Elas conversaram antes de mais uma sessão de treino virtual, atividade que já está na rotina das meninas.

Durante um período de pouco mais de uma hora, a ex-levantadora e hoje treinadora nos Estados Unidos, contou sobre a carreira no vôlei, deu dicas e respondeu perguntas das atletas. No início da conversa, Fernandinha relembrou o momento mais marcante da carreira: a conquista do ouro olímpico.

– O nosso ano olímpico foi algo diferente, bem especial porque quem acompanhou lembra que quase não entramos. Você só realiza, entende que está em uma Olimpíada quando passa no sensor, recebe o crachá e entra na vila olímpica. Você só sente a energia diferente quando entra lá e aí começa o frio na barriga e arrepia. A gente sabia que era uma seleção que se esperava ouro porque em 2008 tínhamos conseguido o título. E o brasileiro tem isso. Tinha essa pressão da mídia, da torcida, mas a gente sabia também o quão árduo seria o nosso caminho. Não começamos bem, mas nos fortalecemos e o jogo contra a Rússia foi algo que deixou claro que ninguém tiraria aquele ouro da gente – contou.

A ex-atleta falou às meninas sobre a importância de se construir uma carreira com passos firmes e muita dedicação desde os primeiros momentos.

– Ninguém ganha nada de graça, principalmente no esporte. Não se ganha por acaso. É preciso se dedicar. A gente colhe os frutos mais para frente, temos que começar a construir desde o começo, nos primeiros passos. Essa dedicação é que vai nos levar aos lugares – disse a campeã olímpica.

Ao ser perguntada sobre o que aprendeu durante a carreira dentro do voleibol, Fernandinha destacou a forma como lidar com pessoas e o valor das relações construídas durante todo o processo.

– Um dos grandes aprendizados, especialmente como levantadora, foi ler as pessoas. Reagir melhor com as pessoas, saber como falar e o que falar. Tirar o melhor delas. Aprendi que os títulos são incríveis, mas quando você para de jogar, o que vale são as amizades construídas ao longo da caminhada. É importante construir essas relações, porque ninguém vai lembrar depois das suas conquistas – explicou, Fernandinha.

Ainda sobre os aprendizados e saberes adquiridos, a ex-atleta fez questão de incentivar as jovens atletas participantes do encontro a tentar sempre o melhor, o inédito, e não se acanhar nas falhas.

– Um conselho que eu dou a vocês é que não tenham medo de falhar. Nem sempre dá certo, mas é necessário tentar melhorar, criar. E cada vez que você tenta, mais próximo chegamos do sucesso. Eu acreditei em mim ao longo de todo o tempo. Nós somos treináveis e podemos nos moldar para sermos cada vez melhor. A cada jogo, por melhor que tenha sido o meu desempenho, eu sempre encontrava alguma coisa que poderia ser ainda mais bem feita. Podemos sempre ter algo a evoluir. E, quando acontece uma falha ou fracasso, serve como aprendizado e não motivo de autopunição – contou Fernandinha.

Entre os novos talentos ouvintes estava a levantadora Luciana Pereira, que é prima de Fernandinha e que confessou a inspiração em família.

– Eu sempre me inspirei na Fernanda, acompanhei desde cedo e queria fazer igual. Trocar experiências com ela, ter esse exemplo na família. Fomos sempre próximas e isso influenciou a minha opção por ser atleta – disse Luciana.

 

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