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Fora de Quadra - 24 de novembro de 2020

Academia do Voleibol: diferenças entre Brasil e EUA

Novo capítulo da Academia aconteceu nesta segunda-feira

A edição da noite desta segunda-feira da Academia do Voleibol deu continuidade à série iniciada na semana anterior. Mais uma vez o projeto trouxe ao público a apresentação de dois artigos desenvolvidos no Curso de Treinadores de Nível 4 de vôlei de quadra, realizado em julho de 2020. As dinâmicas de demonstração das teses foram mediadas pelos professores que ministraram o curso: Luís Delmar da Costa Lima, o Duda, e João Crisóstomo Marcondes Bojikian.

A primeira parte da palestra desta noite foi voltada ao trabalho desenvolvido por Amaury Nogueira de Castro, Luciano Carvalho e Roberto Feijó. O tema em pauta foi “O contrapor do voleibol de base do Brasil e dos Estados Unidos evidenciado na estruturação e planejamento na formação do jovem atleta”. Na apresentação, os autores contaram com a participação especial de César Benatti, o Feijão, que, com uma década de experiência como treinador nos EUA, contribuiu com o desenvolvimento do artigo.

Amaury Nogueira de Castro foi o responsável pela explanação e começou destacando a qualidade das Seleções Brasileiras tanto no adulto quanto na base, e fez menção à importância da estrutura oferecida pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) à preparação das equipes no Centro de Desenvolvimento em Saquarema (RJ).

– O Brasil tem uma das melhores estruturas para as seleções, que por isso mesmo estão entre as melhores do mundo em qualquer categoria. Mas ainda há mais espaço para crescermos no trabalho de base, especialmente nos clubes – disse Amaury.

Na sequência, César Benatti comentou que o modelo dos Estados Unidos é aliado à educação. E explicou sobre a duração e o formato das competições das categorias de base, que, por lá, começam a partir do ensino médio e são divididas por regiões. A prática nesta idade é regida por clubes, que são instituições privadas e tem como objetivo principal preparar as atletas para chegarem ao nível universitário. Ele trouxe ainda as informações sobre o tamanho do mercado do voleibol nos EUA, que movimenta aproximadamente 385 mil pessoas (segundo a USA Volleyball, principal entidade da modalidade nos EUA).

– O modelo americano é muito mais voltado para o voleibol do naipe feminino, os números são bem maiores. O voleibol por lá é muito mais conectado à educação, especialmente às Universidades, que têm programas de bolsas para atletas, principalmente para o feminino, que é mais espalhado pelo país, enquanto no masculino estados como Texas, Califórnia e Flórida concentram a maior quantidade de equipes – comentou Benatti.

Dando sequência à noite de estudos, Ademilson de Araújo Mendes, Ieda Bendizius Cervasio e Willian Lara Machado mostraram o artigo intitulado “Avaliação da performance nos treinos e jogos de voleibol”. O grupo trouxe os detalhes da preparação de uma equipe como periodização, utilização de vídeos, análise de desempenho, treinamento tático e físico, entre outros.

– Todos estes aspectos da preparação são pilares fundamentais para a performance de uma equipe de alto rendimento. Qualquer modalidade exige o treinamento dos gestos técnicos, e isso é ainda mais importante no voleibol – comentou Ademilson.

Ao longo da explanação, os palestrantes destrincharam todas as áreas que englobam a preparação. Mostraram os tipos de treinamento, as ferramentas utilizadas, e os conceitos aplicados em cada uma das etapas. Eles também abordaram as diferenças dos complexos I e II na forma de jogar das equipes.

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