Ana Cristina
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Coluna - Super Vôlei - 1 de novembro de 2020

Coluna: Sim, podemos chamar Ana Cristina de fenômeno

Aos 16 anos, Ana Cristina mostrou as credenciais no Super Vôlei

O que você fazia aos 16 anos? Se a Ana Cristina pudesse responder essa pergunta, ela diria que jogava de igual para igual com algumas das melhores jogadoras de vôlei do Brasil.

Na última semana, as previsões mais otimistas sobre o desempenho da ponteira, no início precoce da carreira profissional, começaram a se confirmar. Ela foi um dos destaques do Sesc RJ Flamengo, vice-campeão do Super Vôlei, em Saquarema.

Ao fazer qualquer análise, é preciso lembrar sempre: Ana Cristina tem apenas DEZESSEIS ANOS. Idade para jogar na categoria infanto-juvenil. E, quem sabe, em três temporadas, pensar na difícil transição para o adulto. Mas não quando você é um fenômeno.

Um substantivo que não pode e não deve ser usado gratuitamente no esporte. É para pouco(a)s. Usá-lo também não é garantia de transformação do atleta em melhor do mundo do dia para a noite. Muito menos no maior do país. Mas é uma forma de exemplificar com uma única palavra o impacto de alguém tão jovem em um cenário profissional tão competitivo.

No elenco do Sesc RJ Flamengo, a posição de ponteira para a temporada 2020/2021 conta com três selecionáveis: Amanda, Drussyla e Gabiru. As duas primeiras, inclusive, em busca de um lugar nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Arielle é a outra ponteira do elenco. Pela lógica, uma novata de 16 anos seria a quinta opção. A questão é que os fenômenos contrariam a lógica.

Ana Cristina apareceu como titular já no Campeonato Carioca, uma surpresa. Ah, mas a Drussyla precisou ser improvisada como líbero na ausência da Natinha. É verdade. E a Arielle está lesionada. Também está correto. Veio o Super Vôlei, com Bernardinho já tendo Camila Gomez como líbero. Ana Cristina foi mantida entre as titulares. E teve atuações de gente grande. Sempre lembrando que ela tem apenas DEZESSEIS ANOS.

Foi caçada pelos saques adversários. Sofreu em vários momentos no fundamento, também é verdade. Mas não se abalou. Assumiu responsabilidade ofensiva de uma veterana em momentos cruciais contra o Itambé/Minas, na semifinal. Demonstrou personalidade, coragem e sinceridade ao admitir que ainda fica nervosa em parte dos jogos. E por isso erros e oscilações acontecerão, como em todo processo de aprendizagem.

Não dá para prever o futuro de Ana Cristina. Apenas posso cravar que ela é um diamantes brutos mais valiosos descobertos pelo vôlei brasileiros nos últimos tempos. Agora é lapidá-lo com todo cuidado do mundo.

Por Daniel Bortoletto

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