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Coluna - 4 de novembro de 2020

Mari no Fluminense é uma ótima para a Superliga

Campeã olímpica não atua na quadra desde 2017

A volta de Mari ao vôlei, para defender o Fluminense, fez a expectativa dos fãs disparar para a Superliga feminina 2020/2021. Uma temporada que já se mostrava empolgante pela divisão de forças de um quinteto capaz de conquistar o título (Dentil/Praia Clube, Sesc RJ Flamengo, Itambé/Minas, Osasco/São Cristóvão Saúde e Sesi Bauru) e por ser decisiva para uma acirrada definição por posição no grupo olímpico para Tóquio-2021.

A presença de Mari não faz o Flu entrar na lista de favoritos. Muito menos cria-se uma expectativa pela presença dela na Seleção. Mas a simples notícia da volta da jogadora às quadras, depois de mais de três anos, fez torcedores entrarem numa espécie de máquina do tempo.

Mari é um dos ícones da geração campeã olímpica em 2008, em Pequim. Uma conquista com sentimento muito especial, já que em 2004 foi cruelmente crucificada pela dolorosa eliminação diante da Rússia, em Atenas-2004. Deu a volta por cima. No auge, esteve entre as principais jogadoras do mundo. Foi MVP de Grand Prix, quatro vezes campeã da Superliga e do próprio GP, além de uma infinidade de outras conquistas. Tinha potencial para ser hoje até maior do que é. Mas conviveu com algumas lesões, uma delas fundamental para ser cortada antes do embarque para Londres-2012, contestou José Roberto Guimarães pela decisão e depois teve dificuldade para ser a Mari de antes.

É impossível saber o nível técnico de Mari atualmente. O longo período fora das quadras foi quebrado por uma passagem pelo vôlei de praia, sem sucesso, ao lado de Paula Pequeno. Antes jogou até na Indonésia, uma liga sem expressão. Retornar ao alto nível não é tarefa fácil para qualquer atleta, em qualquer modalidade. Mas a simples possibilidade de poder vê-la atuando novamente mexe com os fãs.

Torço para Mari estar motivada e disposta. Com isso, o Flu terá um combustível especial para brigar mais uma vez por vaga nos playoffs. E todo mundo que gosta de vôlei poderá contemplar, durante mais algum tempo, uma das estrelas de uma geração vencedora e inesquecível.

Por Daniel Bortoletto

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