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Destaques - Superliga - 31 de dezembro de 2020

Kosheleva fala em confiança e homenageia Tabach

A ponteira russa Tatiana Kosheleva, 32 anos, 1,91m, fez um relato emocionante sobre o que ela chamou de “um dos momentos mais complicados” da carreira. Nesta quarta-feira (30), a ex-jogadora do Sesc RJ, relembrou a temporada em que defendeu o clube carioca, e agradeceu ao assistente-técnico de Bernardinho, Ricardo Tabach, por ter retornado a jogar após a grave lesão sofrida no joelho e de ter conquistado mais confiança para passar – fundamento em que ela sempre foi criticada.

Confira, abaixo, o depoimento de Kosheleva, publicado em seu perfil no Instagram:

– Há dois anos, eu jogava no Brasil. Esse foi um dos momentos mais complicados da minha carreira esportiva – estava me recuperando de uma lesão muito grave! Nossa alma guarda muita coisa, e recentemente percebi uma coisa muito importante: diga obrigado em tempo! Já se passaram dois anos e ainda estou sorrindo para aquela pessoa durante cada jogo e cada treinamento! O nome dele é Ricardo Tabach. Quando vim para o time do Sesc, no Rio de Janeiro, as  minhas condições físicas estavam longe de ser perfeitas na escala de Tatyana Kosheleva. E, para não ficar chateada, decidi me concentrar no que eu poderia fazer de bom para mim e para a minha equipe no momento. E, como de costume, comecei a construir meus objetivos para aquela temporada! E uma delas foi: “Quero me sentir livre, constante e confiante na recepção”. Minha maior sorte foi que alguns dos melhores treinadores e especialistas do nosso esporte trabalhava nessa equipe! Um deles foi Ricardo Tabach que é técnico, trabalha com passe. Me lembro quando fui falar com ele. Contei qual era o meu objetivo e pedi um favor. Que ele prestasse atenção em mim e na minha técnica. Depois de alguns dias, ele veio até mim e disse: “Tanya, você tem tudo que precisa para recepcionar. Você tem uma boa técnica e aptidão para isso!” E sua próxima pergunta mudou minha vida. Ele disse: “Koshe, olhe para mim, eu acredito em você. Você acredita em si mesmo?” Eu tinha 30 anos na época e queria chorar!! Durante toda a minha vida esportiva, as pessoas duvidaram de mim. Depois de cada erro que cometia, tentavam me mexer e me esconder, se zangavam comigo e me tiraram da recepção! Mas ninguém nunca disse que acredita em mim. O mais importante: como eu não acreditava tanto em mim mesma, nunca me dei uma chance! Estou escrevendo este post dois anos depois, mas aquela tranquilidade, confiança e sorriso ainda estão comigo. Sim, eu cometo erros, mas eu os cometo livremente, porque me dou o direito de fazê-los! Três anos atrás, quando estive no Galatasaray, Neslihan passava por mim. Desculpa, amiga. E, agora, no mesmo time, eu me posiciono solidamente e mantenho meu lugar nesta posição! Apenas uma frase, uma crença sincera e um grande trabalho pessoal mudaram minha percepção de mim mesma neste fundamento! Obrigado, meu querido treinador, por me presentear com essa liberdade! – escreveu Kosheleva.

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