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Superliga - 16 de dezembro de 2020

Osasco tira a invencibilidade do Praia

O Osasco assumiu derrotou o Praia na noite desta quarta-feira, em Uberlândia

Um clássico que entregou tudo o que a torcida esperava técnica e taticamente e ainda mais. E com emoção extra no tie-break. Foram belos ralis, defesas difíceis, muita rivalidade e uma boa atuação dos dois lados da quadra. Na melhor partida da Superliga Feminina Banco do Brasil 2020/21, o Osasco São Cristóvão Saúde derrotou o Dentil Praia Clube por 3 sets a 2 – parciais de 25-21, 26-28, 25-21, 16-25, 17-15 – na noite desta quarta-feira (16), em Uberlândia (MG) e acabou com a invencibilidade das donas da casa na competição. O time do Triângulo era o único invicto até então no torneio. O jogo foi válido pela oitava rodada da Superliga, adiado por conta dos casos de coronavírus registrados há cerca de 20 dias no time paulista.

Apesar da vitória, Osasco manteve-se na vice-liderança da Superliga, com 24 pontos (8 vitórias e 1 derrota), atrás do líder Itambé Minas, que tem campanha idêntica, mas com melhor set average (400 x 371). O Praia é o terceiro na tabela, com 22 pontos e um jogo a menos que os dois rivais (7 vitórias e 1 derrota).  Confira aqui a classificação.

Com 21% dos votos, Jaqueline, autora de 17 pontos na partida, foi eleita e melhor em quadra e faturou o Troféu Viva Vôlei. Osasco marcou 67 pontos de ataque, 6 de saque, 18 de bloqueio e errou 28 vezes. O Praia fez 61 pontos de ataque, 5 de saque, 16 de bloqueio e cedeu 18 pontos em erros.

Outros destaques do time paulista foram Tainara, com 22 pontos, Gabi Cândido, com 19, Mayany, 16 – 8 deles de bloqueio -, Bia 11 e Roberta, 5. Pelo Praia, Fê Garay pontuou 18 vezes, Brayelin 13, Jineiry Martinez 15, Buijs 9, Carol 11, Mari Paraíba 9 e Claudinha, 5.

Osasco não contou nesta quarta com a sua maior pontuadora na Superliga. A oposta Tandara testou positivo para o COVID-19 e já está em isolamento social. Tainara foi improvisada na saída de rede e jogou bem. As paulistas fizeram uma grande partida na defesa e também no bloqueio nos momentos decisivos dos sets – principalmente com Mayany, que lidera as estatística de bloqueio da Superliga. O fundo de quadra de Osasco hoje fez a diferença. Não tinha bola perdida. Nos contra-ataques, Gabi Cândido – com uma atuação muito segura, depois de ter jogado mal na derrota para Brasília – e Tainara foram muito bem.

O Praia começou em ritmo lento, mas a partir do segundo set voltou a ser o time agressivo no ataque, sua marca registrada nesta Superliga. A holandesa Anne Buijs, irregular no passe e no ataque, foi substituída por Mari Paraíba no quarto set e Mari entrou bem, segurando melhor o fundo de quadra e pontuando. Em um jogo tão equilibrado, com placares tão próximos e 17 a 15 no tie-break é difícil dizer que o time perdedor foi mal. Mas, se tivermos que eleger um ponto que destoou na equipe mineira nesta noite foi a levantadora Claudinha, que pecou em momentos cruciais do jogo, fazendo uma distribuição irregular não só na decisão de acionar essa ou aquela atacante, mas também imprecisa em algumas bolas nas extremidades.

Venceu o time que defendeu melhor – e que ironicamente errou mais. Mas, Osasco conseguiu parar o forte ataque praiano com defesas espetaculares. Daqueles jogos que vale a pena ver de novo.

O Osasco volta à quadra sábado para enfrentar o São Caetano, às 19h, em São Caetano do Sul, pela décima rodada. O Praia tem mais um clássico pela frente, desta vez contra o Minas, sexta-feira, às 21h30, em Belo Horizonte (MG). Os dois jogos terão transmissão pelo SporTV 2. Veja aqui os jogos e as transmissões da semana.

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