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Praia - 14 de janeiro de 2021

Tory Paranaguá: a conexão Piauí-EUA no vôlei de praia

Jogadora fez universidade nos Estados Unidos e agora joga o Circuito Brasileiro

Nascida em Teresina (PI), criada no Texas (Estados Unidos), e moradora de Fortaleza (CE), Victoria Paranaguá, a Tory, é uma cidadã do mundo. Ou melhor, uma feliz atleta de vôlei de praia do mundo. O ano, para a jogadora, é dividido em duas fases mais ou menos assim: de abril a agosto no exterior, de setembro a março, em areias cearenses.

Com essa rotina, Tory consegue jogar o Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia Open e alguns torneios no exterior. Competir em alto nível, viajar e conhecer muita gente bacana poderia ser suficiente para fazer a alegria da atleta. Mas, ela conseguiu mais do que isso. Encontrou o amor nas areias brasileiras: o atleta Fábio Bastos, que também roda o circuito.

– Encontrei com ele no primeiro torneio que joguei aqui, acredita? – lembrou Tory, que conta com o namorado para ajudar no vocabulário que às vezes se confunde. – A minha mãe é americana e o meu pai, brasileiro. Então, quando falo com ela, acabo misturando um pouco.

A história de vida de Tory começa em Teresina, onde ela viveu até os 11 anos. Depois foi morar no Texas e ganhou bolsa de estudos para jogar vôlei de praia em uma universidade na Flórida. Era tudo que ela precisava para começar uma carreira que é motivo de orgulho e alegrias.

– Me formei em 2018 e, desde então, estou jogando profissionalmente lá e aqui. Me sinto muito sortuda por poder fazer o que amo nos dois países que fazem parte da minha vida – contou Tory, que aceitou o desafio de se mudar para Fortaleza para alavancar ainda mais a carreira.

– Estou morando em Fortaleza há cerca de um ano e treinando com o Reis Castro. Foi muita mudança e novidade para mim e estou adorando. Eu e a minha parceira, Ana Luiza, temos o objetivo de começar a jogar no Circuito Mundial e estou muito animada para esses novos desafios. Já sabia do histórico do Reis e quando ele me chamou para treinar, não tive dúvidas que era para lá que eu precisava ir – afirmou Tory.

O tempo em que se divide entre os dois países rendeu ensinamentos e uma boa experiência para avaliar a diferença entre o esporte realizado aqui e nos Estados Unidos.

– O vôlei brasileiro é baseado em muito treino e repetições. E nos Estados Unidos eles gostam de sempre estar jogando, competindo, então marcam pequenos torneios aos finais de semana. Eu acho que o estilo brasileiro é mais malandro, vamos dizer, com bolas de segunda, passando a bola de toque, e etc. E o estilo americano e mais ataque e força. O estilo brasileiro é muito respeitado e hoje em dia tem muitos técnicos nossos que atuam por lá – contou Tory.

Além da parte técnica, a atleta afirma que o aprendizado vai muito além. Ter a oportunidade de conviver e viver através do vôlei de praia é algo que Tory sente um enorme prazer.

– Uma das coisas mais legais é conhecer lugares e pessoas novas o tempo todo. O vôlei de praia não é só um esporte, é um estilo de vida. Estou realizando vários sonhos que sempre tive. Não só a busca por sempre fazer o meu melhor, mas essa oportunidade de conhecer lugares diferentes. Eu saí do Brasil bem nova e está sendo um prazer enorme conhecer tantas cidades maravilhosas no Brasil como Maceió, João Pessoa, Ribeirão Preto, Aracaju, entre outras, através do Open – comemorou Tory.

Profissional dedicada e demonstrando muito amor pelo vôlei de praia, Tory também recebe carinho quando o atleta e namorado fala sobre a jogadora.

– Somos namorados, mas admiro muito a Tory como atleta. Ela é exatamente aquilo que eu procuro ser no meu dia a dia, pois ela trabalha muito duro e se dedica ao máximo em tudo o que faz. Posso dizer que me sinto motivado muitas vezes por ela – concluiu Fábio Bastos.

O próximo compromisso de Tory e Ana Luiza vai ser na sexta etapa do Circuito Brasileiro Open, que será de 21 a 24 de janeiro, na bolha do Centro de Desenvolvimento de Voleibol (CDV), em Saquarema (RJ).

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