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Superliga - 27 de fevereiro de 2021

Carol marca último ponto no jogo do adeus

A noite deste sábado foi especial para Osasco por três motivos. Primeiro: com a vitória sobre o São Caetano por 3 sets a 0, parciais de 25/14, 25/7 e 25/13, em 1h05min, o Osasco São Cristóvão Saúde garantiu a vice-liderança da fase de classificação da Superliga por antecipação. Segundo: o técnico Luizomar retornou ao comando do time em quadra, após se recuperar da Covid-19. Terceiro: a partida marcou a despedida oficial da campeã olímpica Carol Albuquerque do vôlei, sendo homenageada pelo clube antes do início da partida, com direito a placa e quadro com a camisa do time autografada pelas atletas e comissão técnica.

Se tivesse sido combinado, o roteiro da despedida de Carol não teria sido melhor. A levantadora entrou no final dos segundo e terceiro sets e ainda fez o ponto final da partida, com uma bola de segunda. Tandara foi a maior pontuadora da partida, com 16 pontos. Gabi Cândido marcou 11. Jaque foi poupada.

– Não consegui chegar no saque, fiz uma segundinha. Estou muito feliz e só tenho gratidão para expressar. Faltou a torcida, mas não podia mesmo em função da pandemia. Mas pode ter certeza, quando tudo isso passar, estarei na arquibancada do Liberatti. Osasco é minha casa, quero, de novo, agradecer pelo convite. A ficha ainda não caiu, estou emocionada, mas ainda não parece que parei de jogar. Acho que amanhã é que a coisa vai bater. Mas estou feliz demais. Amo todos vocês – afirmou Carol, que foi homenageada pela torcida ao ganhar o troféu Viva Vôlei e foi eleita a MVP da partida, em votação nas redes sociais do clube.

A partida foi válida pela penúltima rodada do returno da Superliga. Com a vitória sobre o lanterna São Caetano, Osasco chega a 50 pontos, contra 44 do Dentil Praia Clube, terceiro colocado. Ainda há seis pontos em jogo no duelo entre as duas equipes (ambas com um jogo atrasado em função de casos de Covid) e mesmo que as osasquenses não somem nenhum ponto diante do Sesi Bauru, na próxima terça-feira (2) e Pinheiros, na sexta (5), permanece na segunda colocação pelo critério de desempate, que é o número de vitórias. Com isso, terá a vantagem de fazer duas partidas em casa no playoff. Veja aqui a classificação. Confira a programação dos jogos e as transmissões na próxima semana.

Aos 43 anos de idade, Carol Albuquerque fez sua última partida oficial após 27 anos de uma vitoriosa carreira esportiva, que inclui uma medalha de ouro olímpica e dois títulos de Superliga, ambos conquistados em Osasco. Antes da despedida, a levantadora viveu dias agitados desde quinta-feira (25).

Osasco é o clube que Carol mais defendeu na carreira. Sua história com o time começou na temporada 2000/01 e durou dois anos. No retorno, a levantadora participou da conquista da Superliga em 2004/05, seu primeiro título nacional, e renovou para o ciclo 2005/06. A terceira passagem foi a mais longa, da temporada 2007/08 a 2010/11, com direito ao segundo título nacional, na Superliga 2009/10. A última passagem foi entre 2016/17 e 20017/18, quando seguiu para jogar no exterior. Sua última partida oficial foi em março do ano passado, pelo Paok, da Grécia. A aposentadoria havia sido confirmada em um post nas redes sociais, sem alarde, mas Osasco não deixou passar em branco.

Além de duas Superligas, Carol conquistou uma Copa Brasil, dois Sul-Americanos e cinco títulos do Campeonato Paulista. Entre os principais momentos de suas passagens pela equipe osasquense, está o fato de, como capitã, ter levantado a taça de campeã da Superliga 2009/10, quando o Sollys/Nestlé derrotou o Rexona-Ades, no ginásio do Ibirapuera, por 3 sets a 2. Ainda em 2010, ela foi eleita a melhor levantadora do Sul-Americano de Clubes (campeã) e do Mundial de Clubes (vice-campeã).

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