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Praia - 16 de fevereiro de 2021

Quarentena “ajuda” Leozão a perder peso e voltar a jogar

A pandemia de coronavírus serviu para uma reviravolta na vida de Leonardo Gomes, o Leozão, de 32 anos. No vôlei de praia há 17 anos, ele atravessou a quarentena, longe do esporte, e conseguiu perder 22kg.

De 120 a 98kg, Leozão confessa que saiu do seu pior momento para estar de volta ao alto nível do vôlei de praia. O segredo para isso? Não tem. Mas, tem muita motivação e força de vontade.

– Sou uma pessoa de extremos e achei o meu equilíbrio neste momento da minha vida. Cheguei a pesar 120 quilos, que foi o maior peso que já tive, estava completamente largado por uma opção minha, e hoje estou com 98 quilos, voltando a jogar um voleibol em alto nível, e também muito feliz com isso – afirmou Leozão.

A satisfação de se sentir bem e ver o reconhecimento dos companheiros de trabalho tem gerado um bem estar gigantesco ao atleta.

– Voltei a jogar bem, estou sendo respeitado, as pessoas vêm comentar comigo sobre esse novo momento e tudo isso me faz muito bem – garantiu Léo Gomes.

O porquê de a guinada ter acontecido justamente em um momento em que o mundo passava por enormes dificuldades é simples e nem tem a ver com a quarentena de fato. Segundo o atleta, sua própria imagem não agradava mais.

– Naquele momento cheguei no meu pior. Me olhava no espelho e via o meu pior. Não só de peso, aparência física, mas estava muito mal. E eu preciso do meu corpo para trabalhar. Eu também sou auxiliar técnico, trabalho na equipe da Letícia Pessoa, e jogo. Jogar é minha carreira, mas trabalhar é para outras pessoas e era um fato que eu precisava estar melhor – disse Leozão.

De volta ao seu melhor momento, Léo está feliz. Inscrito para a próxima etapa do Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia – que vai acontecer de 25 a 28 deste mês, no CDV, em Saquarema (RJ) – para jogar ao lado de Gabriel Gouveia, o atleta relembra, ainda, todo o conhecimento que o vôlei de praia proporcionou ao longo dos 17 anos de carreira.

– O início no vôlei foi mesmo porque eu já era grande. Fui um adolescente meio rebelde e a minha mãe achou que o esporte poderia melhorar a minha postura e as minhas ideias sobre o mundo. Aconteceu que deu muito certo. Vivi muita coisa graças ao esporte e sou grato por isso. Agora estou muito feliz – concluiu Leozão.

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