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Destaques - Internacional - 11 de fevereiro de 2021

Sheilla vive a expectativa de poder embarcar para os EUA

Sheilla já deveria estar em Dallas, treinando para o início da Liga norte-americana

A oposta Sheilla já deveria ter embarcado para os EUA, para se apresentar à Liga Norte-Americana – a Athletes Unlimited Volleyball (AUV) – que começa no próximo dia 27. Ontem, as jogadoras se apresentaram no Cotton Bowl, tradicional estádio de futebol americano em Dallas, no Texas e fizeram uma atividade recreativa, para se conhecerem. A bicampeã olímpica vive a expectativa de embarcar nesta quinta-feira à noite – a passagem está comprada -, mas ainda depende dos trâmites burocráticos por conta da pandemia do covid.

Ela aguarda a liberação do governo norte-americano, que tem impedido a entrada de turistas brasileiros no país nesta fase da quarentena. Mesmo com visto para trabalhar nos EUA, Sheilla tem enfrentado a burocracia. Ela vai com as filhas gêmeas Liz e Ninna, de 2 anos e 2 meses. A competição, que tem um formato diferente do que as demais ligas profissionais do mundo, terminará em abril.

– Estou ansiosa para chegar lá, para jogar com todo mundo… depois que eu chegar ainda vou ter de fazer três dias de quarentena – disse Sheilla, apreensiva, em suas redes sociais.

A Liga Americana será composta por 48 jogadoras, divididas em quatro times de 12 e acontecerá na cidade de Nashville, daqui a duas semanas. As atletas vão mudar de equipe a cada etapa e cada uma terá uma pontuação própria, de acordo com o seu desempenho individual. Os jogos não serão em melhor de cinco sets. Todas as partidas terão três parciais. Exemplo: ace vale seis pontos para o ranking, enquanto um erro no ataque, no passe ou no levantamento fará a atleta perder seis pontos. Já uma defesa “dará” dois pontos.

A ideia da Athletes Unlimited Volleyball foi implementar um formato mais enxuto para não pressionar fisicamente as jogadoras num ano olímpico, entre elas as atletas da Seleção Norte-Americana Jordan Larson, Foluke Akinradewo, além de Deja Mc Clendon – que defendeu o Itambé Minas em parte da temporada 2019/2020 – e a dominicana Bethania de la Cruz.

Para os idealizadores da Liga, “um formato como esse (melhor de cinco) poderia colocar pressão física indevida nas atletas. Durante a temporada, elas jogam entre si em três partidas em noites consecutivas por cinco semanas consecutivas. Se cada partida tem o potencial de se estender para cinco sets, a carga física pode diminuir a qualidade do jogo ao longo do tempo e aumentar a probabilidade de lesão. Precisávamos identificar um formato que fosse mais sustentável em uma temporada curta e intensa”, explicou a Athletes Unlimited em seu último comunicado.

Sheilla, que aparece como um dos grandes nomes da competição, segue ansiosa para a estreia:

– A Jordan gente cruzou inclusive na final olímpica em 2012, joguei contra ela e a Bethania de La Cruz já joguei em final de Champions League. São jogadoras que é ruim jogar contra e agora vou ter o prazer de jogar ao lado. Vai ser incrível – disse a bicampeã olímpica no canal da AUV.

Sheilla liga americana
Jogadoras se apresentaram ontem em Dallas (Divulgação)

 

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