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Colunista convidado - 12 de fevereiro de 2021

Virna, que já esteve nos “três lados”, analisa clássico de hoje

Sesc RJ Flamengo e Osasco se enfrentam nesta sexta-feira, às 19h, na Gávea, pela Superliga Feminina Banco do Brasil 2020/21, neste que é o maior clássico do vôlei feminino do Brasil – com SporTV.

O Sesc foi campeão da Superliga 12 vezes: em 1997/98, 99/00, 05/06, 06/07, 07/08, 08/09, 10/11, 12/13, 13/14, 14/15, 15/16 e 16/17. Osasco levantou a taça nas edições de 2002/2003, 2003/2004, 2004/2005, 2009/2010 e 2011/2012.
 
Joguei nos dois times e fui campeã nos dois. Aliás, nos três, já que o Sesc RJ Flamengo é a fusão do Rexona – onde encerrei minha carreira em 2009, com título – e do Flamengo, onde também fui campeã em 2001. Conquistei a Superliga com o BCN também. Times de grandes torcidas. Quem entra em quadra com essas camisas sabe da responsabilidade. Sempre sai faísca. E hoje não será diferente.
 
Infelizmente, as duas equipes sofreram surtos de covid e perderam um pouco o embalo. O rubro-negro caiu para o Barueri há três rodadas e precisou suar muito para derrotar o Brasília. Osasco também vem de derrota, para o Minas. Embora as mineiras tenham jogado muito bem, senti Osasco abaixo física e tecnicamente do que pode render.
Mesmo quem não foi infectado, perde o ritmo, porque o nível dos treinos cai e em 10 dias você se recupera do vírus, mas não recupera a forma física. Leva um tempo. Eu tive covid e não é brincadeira. O corpo sente. Taubaté vive esse drama, atualmente, no masculino.
 
Osasco carrega, hoje, um leve favoritismo, pelo peso das suas jogadoras, o maior investimento do elenco e por ter Tandara, que define qualquer jogo. O Rio precisa voltar a jogar com velocidade e variar muito a distribuição. Valquíria está em excelente forma.
 
Ana Cristina pode voltar como titular e certamente vai ser caçada no saque. E Osasco saca bem. A competente comissão técnica do time carioca vai avaliar se começa com Gabiru – e aí o time se garante no fundo, mas perde potência ofensiva -, ou se mantém a ótima Ana Cristina e tenta cobri-la da melhor forma na recepção. É e sempre foi um jogo de xadrez.
Em quem vocês apostam hoje?
*Virna escreve toda semana, neste espaço, como colunista convidada

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