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Destaques - Superliga - 17 de fevereiro de 2021

Vissotto: “Estou me sentindo como um garoto”

Prestes a completar 38 anos, oposto do Vôlei Renata festeja bom momento

“A verdade é que estou me sentindo um garoto”. Próximo de completar 38 anos, Leandro Vissotto tem motivos de sobra para reconhecer a boa fase na temporada. Presente em todos os jogos do Vôlei Renata na temporada até agora, o oposto é uma das armas do time campineiro para a reta final da primeira fase da Superliga e para o duelo contra o Azulim/Gabarito/Uberlândia, nesta quinta-feira, às 19 horas, no Ginásio do Taquaral, em Campinas, em jogo atrasado pela sexta rodada do segundo turno.

A idade é apenas um número no documento de Vissotto. A temporada do Vôlei Renata já teve 27 partidas e Vissotto foi titular em todas elas, assim como o levantador González e os centrais Michel e Barreto. A longevidade do oposto em Campinas não é de agora. Na primeira passagem do oposto por Campinas, na temporada 2017/2018, ele ficou fora apenas um dos 37 duelos que o time campineiro teve.

– Não tenho dúvidas que estou vivendo um dos melhores momentos da minha carreira, por que estou aproveitando toda experiência que adquiri nos meus 25 anos de carreira no vôlei, com um ambiente muito bom de trabalhar. Sou feliz em Campinas e muito contente em trabalhar com o Horácio, com toda comissão técnica, todos os envolvidos no projeto. Estou curtindo cada dia, cada momento, cada partida, me divertindo. Na verdade, estou me sentindo como um garoto – comenta o jogador.

A boa fase é refletida nos jogos do Vôlei Renata. Vissotto teve papel determinante na conquista do Campeonato Paulista e manteve a regularidade na Superliga. Ele aparece como sétimo maior pontuador da competição, segundo as estatísticas oficiais da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), com 224 acertos.

– A gente sabe que, com o tempo, a recuperação fica lenta, mas isso não tem sido problema aqui. O pessoal da comissão técnica está sempre pensando na melhor recuperação, cuidando da gente, então posso falar que estou melhor que estava dez anos atrás. Já entendo meu corpo, sei meus pontos fracos e fortes, coloco isso a meu favor. Estou me sentindo muito bem. Não tenho vontade de ficar fora de nenhum jogo. Quero ganhar todos – acrescenta.

O oposto é referência do time. Não só na qualidade da virada de bola, mas também para os jovens que formam o elenco do Vôlei Renata. A admiração pelo oposto vai além do esforço e dedicação do dia a dia e dos jogos. É comum, nos treinos e nas partidas, ver Vissotto incentivando e conversando com os garotos.

– Os meninos são muito bacanas, escutam. É uma troca também, porque eles são de uma geração diferente. Aprendo muito com eles, como eles pensam, as novas formas de comunicar. É gratificante poder transferir pra frente o que aprendi. Acho que nós, veteranos, temos esse papel de passar o conhecimento na área tática, técnica, em ajudar os meninos a serem melhores atletas, fazerem eles pensarem em jogar melhor, buscar soluções. Tem alguns detalhes que só quem jogou sabe. Me sinto feliz em passar todo esse conhecimento de 25 anos de carreira. Tudo que eu tenho o vôlei me deu, me anima passar para frente – complementa.

Contra Uberlândia, o Vôlei Renata abre uma sequência de três jogos seguidos no Ginásio do Taquaral, em Campinas. Os comandados do técnico Horácio Dileo tentam manter o embalo como mandantes. Na temporada, em quinze jogos, foram 13 vitórias. O time entra em quadra na quarta posição, com 35 pontos.

– A gente vem de alguns problemas, coisas que acontecem durante uma temporada, que fortalecem o time. Temos que buscar retomar esse alto nível nos treinamentos para reproduzir durante os jogos. Chegamos a uma etapa importante da Superliga, essa reta final de turno. É mais uma final que vamos ter. Vamos tentar usar essa pressão de forma positiva para chegar ao nosso melhor – encerra Vissotto.

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