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Superliga - 17 de abril de 2021

20 anos da final Flamengo x Vasco, pela Superliga Feminina

A promessa era de uma final eletrizante. E foi. Dois dos maiores clubes de camisa do futebol brasileiro se enfrentavam numa decisão inédita de Superliga Feminina de  Vôlei. Aquele 17 de abril de 2001 reservava muitas emoções. Depois de salvar dois match points no tie-break, o Flamengo, de Virna e Leila, derrotou o Vasco, de Fernanda Venturini, Ida, Denise e Fabizinha (em início de carreira, mas já craque), por 3 a 2, com parciais de 23-25, 25-16, 25-20, 21-25, 17-15, diante de um Maracanãzinho lotado, encerrando a série melhor de cinco em 3 a 1.

Para comemorar a data, o Globoesporte.com levou as duas principais jogadoras de cada time – Virna e Venturini – para retornar ao palco da decisão 20 anos depois.

– É uma adrenalina vir aqui. Passa um filme na cabeça. Lembro de muitos detalhes daquela partida. Eu lembro que a torcida flamenguista era todo esse lado aqui. E na hora que eles cantavam aquele hino, ecoava no estádio. Muito emocionante. Foram momentos únicos na minha vida. Eu lembro, que quando saiu o último ponto, eu abracei as meninas muito rápido e corri para a torcida. Modéstia à parte, naquele jogo, eu estava inspirada. Foi um dia que realmente as coisas conspiraram a meu favor – disse Virna, á reportagem do GE.

– Nosso time não era o favorito. O Vasco era uma seleção brasileira. Um time muito mais forte. Naquele ano, Flamengo e Vasco investiram muito em esporte amador. Aquilo fomentou muito o esporte no Rio de Janeiro. Os estádios estavam sempre lotados, tinha jogo que não tinha ingresso. Foi muito bacana, porque aquilo ali só fez crescer o esporte brasileiro – completou a camisa 10 rubro-negra.

Fabizinha, flamenguista declarada, jogou o primeiro ano no clube do coração, mas no ano seguinte foi contratada pelo rival Vasco.

– Eu falo com muita tranquilidade sobre isso, porque eu queria ter esse titulo no meu currículo. Eu queria ser campeã brasileira pelo Vasco, queria ter entrado para a história do Vasco, independentemente de não ser vascaína. O profissional é algo totalmente diferente da sua paixão. Eu sou rubro-negra desde que nasci, mas era jogadora do Vasco. A minha paixão pelo Flamengo é completamente diferente da entrega profissional que eu tinha pelo Vasco – disse Fabi ao GE.

Fernanda Venturini jogou a final grávida. Havia descoberto, poucos dias antes, que esperava Júlia, a primeira filha fruto do seu casamento com o técnico Bernardinho.

– Eu lembro de um jogo muito tenso, muito nervoso por a gente estar sem uma jogadora essencial. A gente saiu atrás, porque a Marcia Fu era meio time. Então a gente teve que se desdobrar em quadra. E a gente teve duas oportunidades para fechar o jogo, né? Isso que foi mais triste, mas acontece, o vôlei é assim. Quem não faz, toma – relembra a camisa 14 do Vasco.

Em entrevista ao site do Flamengo, Virna conta como foram os bastidores da formação do time naquela temporada.

– Jogamos o primeiro ano em um time montado meio às pressas, as melhores jogadoras já estavam encaminhadas para outros mais fortes, e fizemos uma campanha mediana. No ano seguinte, o Eurico Miranda resolveu montar um time no Vasco também, depois que viu o Flamengo competindo e ligou para mim. Levou a Isabel, que era a técnica, levou a Fabi, a líbero, e ficou negociando comigo e com a Leila para sairmos também do Flamengo e irmos para o Vasco (…). Eu falei “olha, presidente, eu não traio a minha equipe. Sou Flamengo desde criança e não posso jamais vestir a camisa do maior rival”. Ele foi aumentando a proposta, até que no final era o dobro do que eu ia ganhar no Flamengo. Mas eu falava “não, não vou trair minha Nação”. E eu fiquei. (…) Quando começou o campeonato, o time deu uma engrenada e fomos para a semifinal. Ninguém esperava. O Vasco era uma seleção brasileira, um timaço. Ganhar do Vasco era muito difícil. Moral da história: ganhamos a semifinal e fomos fazer a final contra o Vasco. Foi a maior alegria da minha vida – contou a medalhista olímpica de bronze nos Jogos de Atlanta-1996 e Sydney-2000.

O técnico rubro-negro era Luizomar de Moura, em início de carreira. Isabel era a treinadora do Vasco. Outras jogadoras que compunham o elenco rubro-negro eram as levantadoras Eth e Gisele, Josiane (líbero), a norte-americana Tara Cross, além de Arlene, Valeskinha, Ciça, Tati, Priscila e Soninha.

 

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