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Tóquio-2020 - 16 de julho de 2021

Bruninho será porta-bandeira do Brasil em Tóquio

O levantador estará ao lado da judoca Ketleyn Quadros na Cerimônia de Abertura

O Comitê Olímpico do Brasil (COB) definiu a dupla responsável por carregar a bandeira do Brasil na Cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos de Tóquio, na próxima sexta-feira. A judoca Ketleyn Quadros, primeira brasileira a conquistar uma medalha olímpica em esportes individuais, o bronze na categoria leve em Pequim-2008, e Bruninho, campeão olímpico de vôlei na Rio-2016 e duas vezes medalhista de prata em Pequim-2008 e Londres-2012, carregarão juntos o pavilhão verde-amarelo.

– Essa é a maior delegação brasileira em uma edição de Jogos Olímpicos fora do país. E nada mais justo que homenagearmos grandes representantes de duas das modalidades que mais deram medalhas olímpicas ao Brasil. A Ketleyn é uma pioneira no judô, um exemplo de profissional e da filosofia do esporte. Bruninho, apesar de ser filho de dois dos maiores de sua modalidade, conseguiu trilhar o próprio caminho, conquistando três medalhas olímpicas, um feito para poucos, e ainda pode ser orgulhar de ser o capitão numa campanha de ouro. Com eles, mantemos a tradição de privilegiar o respeito, a excelência e a meritocracia e não tenho dúvidas de que os dois representaram muito bem o país na abertura dos Jogos – disse o presidente do COB, Paulo Wanderley Teixeira.

Ketleyn Lima Quadros foi matriculada pela mãe na natação, mas faltava às aulas para assistir aos treinos de judô. De tanto insistir, acabou começando a praticar a modalidade. Para se classificar aos Jogos Olímpicos Pequim-2008, viu sua principal concorrente à vaga, Danielle Zangrando, se machucar e não deixou a oportunidade passar. Depois de ficar fora dos Jogos por dois ciclos olímpicos, voltou aos Jogos Olímpicos 13 anos depois de sua medalha e recebeu a honra de ser a terceira mulher (depois de Sandra Pires em 2000 e Yane Marques em 2016) na história e também a terceira judoca (depois de Walter Carmona em Seul-1988 e Aurélio Miguel em Barcelona-1992) a carregar a bandeira do Brasil.

– Eu fico me emocionando o tempo inteiro. As conquistas são consequências de quem acredita, de quem constrói apesar das adversidades, de muita dedicação, de muito treinamento, do trabalho de muitas pessoas. Eu olho pra minha carreira e vejo que não ter participado dos últimos dois Jogos Olímpicos me ajudou a crescer, a evoluir e a estar aqui. Sou muito grata e me sinto privilegiada por representar cada um dos brasileiros sendo porta-bandeira – disse Ketleyn, que possui 33 medalhas em eventos do Circuito Mundial da Federação Internacional de Judô.

Já Bruninho, filho dos ex-jogadores Vera Mossa e Bernardinho, despontou no vôlei atuando pela equipe de Cimed, de Florianópolis. Em 2007, sagrou-se campeão dos Jogos Pan-Americanos do Rio e nunca mais abandonou a Seleção. Mesmo enfrentando desconfiança por ser filho do então treinador, conseguiu uma das carreiras mais vitoriosas do vôlei mundial, com três medalhas olímpicas e sendo capitão na campanha do ouro na Rio-2016. Ele será o primeiro representante do vôlei a ter essa distinção.

– Sou um mero representante do que o vôlei significa não só para o esporte, como para o povo brasileiro. Os valores que gerações anteriores deixaram de dedicação, de luta, de garra, de superação é o que levo e me sinto muito honrado. Ser o primeiro é motivo de muito orgulho e fruto desse legado. Sintam-se todos representados. Depois que soube, contei apenas para algumas pessoas muito próximas, entre eles meu pai, uma pessoa que sempre guiou, que foi muito importante na minha carreira, primeiro como jogador fazendo parte de uma geração pioneira, depois como técnico da geração mais vitoriosa história, que culminou com o ouro olímpico da superação. Representar a todos no maior momento do esporte mundial, eu não sei nem o que dizer, só na hora que vamos sentir na pele essa emoção e será um momento muito marcante – disse Bruninho.

Ketleyn competirá no lendário Nippon Budokan no próximo dia 27, enquanto Bruninho fará a sua estreia no dia 24/7, na Ariake Arena, contra a Tunísia.

 

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