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Tóquio-2020 - 24 de julho de 2021

Irã apronta a 1ª surpresa da Olimpíada ao bater a Polônia

Vitória serve como revanche após derrota na Rio-2016, que quase terminou em confusão

A primeira rodada do torneio masculino de vôlei nos Jogos Olímpicos de Tóquio reservou uma zebra histórica na Ariake Arena. Neste sábado, o Irã derrotou a bicampeã mundial Polônia por 3 sets a 2, parciais de 18-25, 25-22, 25-22, 22-25 e 23-21.

Um resultado enorme para a seleção dirigida pelo russo Vladimir Alekno. Na Liga das Nações, uma campanha irregular deixou os iranianos apenas na 12ª colocação entre 16 participantes em Rimini (ITA). Após a definição dos 12 para Tóquio, o treinador foi chamado de aproveitador por Ghaemi, um dos cortados, sendo acusado de não conhecer sequer a posição dos atletas. Parecia o roteiro para uma campanha olímpica sem brilho.

Mas hoje o Irã soube aproveitar uma performance instável da Polônia. Foram 40 pontos dados de graça pelos europeus, um exagero mesmo para um duelo de cinco sets. Os asiáticos também erraram demais (36 vezes), mas não se abateram com os seis match points não aproveitados.

Três jogadores se destacaram ofensivamente pelo Irã: o oposto Ghafour anotou 19 pontos, um a mais do que Meisan Salehi e dois à frente de Milad Ebadipour.

Leon foi o maior pontuador da Polônia e da partida, com 23 pontos. Kurek veio logo a seguir, com 20. A ausência foi o capitão Kubiak, não utilizado por Vital Heynen.

Vale lembrar que iranianos e poloneses carregam uma enorme rivalidade nos últimos tempos. Na Rio-2016, na primeira fase, o jogo quase terminou em pancadaria no Maracanãzinho, após os europeus fecharem o tie-break em 18-16. Jogadores do Irã precisaram ser contidos e o clima ficou quente também na entrevista coletiva, quando Kubiak provocou Marouf, abusando do sarcasmo: “Nós não os odiamos. É assim que mostramos amor para as pessoas”. O clima ruim, naquele dia, também foi visto entre os treinadores Antiga e Lozano, que trocaram farpas na entrevista.

Já em 2019, a Federação Internacional (FIVB) suspendeu Kubiak após declarações xenofóbicas contra o Irã.

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