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Internacional - 18 de setembro de 2021

Eslovênia cala a Polônia e é finalista do Europeu

De virada, a seleção eslovena venceu os donos da casa para se garantir na decisão europeia

A Arena Spodek, em Katowice, silenciou neste sábado. De virada, a Eslovênia venceu a Polônia, dona da casa e até então invicta, por 3 sets a 1, parciais de 17-25, 32-30, 25-16 e 37-35, para se transformar na primeira finalista do Campeonato Europeu masculino, além de carimbado o passaporte para o Mundial de 2022, na Rússia.

O jogo de hoje foi um reencontro da semifinal do Europeu em 2019. Na ocasião, em Ljubljana, outra festa eslovena pelo placar de 3 a 1. Nas edições de 2015 e 2017, os poloneses foram eliminados pelo mesmo rival. O emergente time dirigido por Alberto Giuliani agora espera por Sérvia ou Itália para tentar buscar, neste domingo, às 16h, com transmissão pelo Fox Sports 2, seu primeiro título continental.

No primeiro set, o saque polonês foi protagonista em diversos momentos. Foram cinco aces (dois de Leon, um de Kochanowski, um de Kurek e um de Kaczmarek), incluindo no ponto de fechamento da parcial. Além dos pontos diretos, o fundamento foi responsável por quebrar o passe esloveno, a ponto de Alberto Giuliani ter trocado Cebulj por Rok Mozic logo no início para tentar mudar o panorama. Em vão. Kurek terminou com seis pontos e 83% de acerto no ataque, seguido por Leon, com cinco. A atmosfera em Katowice era de um Carnaval fora de época na Polônia.

Mas o clima festivo, aos poucos, começou a esfriar. A Eslovênia estabilizou sua linha de passe com Urnaut, Cebulj e Kovacic. A entrada de Ropret no lugar de Vincic deu outro ritmo para o ataque, principalmente com Toncek Stern (sete pontos). E o bloqueio, que passou em branco na parcial inicial, deu as caras. E aquela presa fácil do primeiro set se transformou em um adversário à altura para os bicampeões mundiais. Os dois times tiveram set points e desperdiçaram. Com 30 a 30, Cebulj foi para o saque e forçou o viagem. A arbitragem marcou bola fora e ele perguntou ao banco de reservas sobre a marcação. Houve um momento de indefinição até alguém pedir o desafio. Bola dentro por centímetros, o suficiente para a TV flagrar Cebulj soltando o verbo para a própria comissão técnica. Na sequência, mais um ponto esloveno para decretar o empate na semi do Europeu.

O que se viu no terceiro set foi um total domínio dos visitantes. Com a confiança em alta e com todos os fundamentos funcionando, a Eslovênia ditou o ritmo do início ao fim. Vital Heynen, como sempre, passou a questionar a arbitragem, fazer gesto, reclamar… Com 4 a 10 no placar, o belga colocou Semeniuk no lugar do capitão Kubiak, outro que já estava batendo boca com adversários, além de errático no passe e no ataque. O público local, ciente do momento dos times em quadra, acompanhou atônito a virada eslovena.

Heynen voltou com Kubiak no quarto set. E o esquentadinho descontrolado quase arrumou confusão com o placar apontando 6 a 6, com um bate-boca com Urnaut. O clima esquentou, a torcida entrou no jogo e a Polônia encontrou o combustível que faltava para equilibrar as ações. Os donos da casa, mais efetivo no passe e com Drzyzga usando os centrais, ficou na frente do placar até o 23º ponto.  Kubiak teve um contra-ataque para fechar em 25-23, mas levou um toco do Kozamernik. A Eslovênia virou com Stern, em um ataque revisado pela tecnologia, e depois fechou com Cebulj bloqueando Leon. Mas o desafio foi utilizado para desfazer a dúvida de toque na rede ou não. Houve a infração e o 30-28 virou 29-29.

O golpe final para calar a Spodek Arena poderia ter acontecido minutos depois, mais uma vez com auxílio da tecnologia, desta vez com uma grande demora para definição. Urnaut atacou e ficou muita dúvida no replay de um pequeno desvio do dedão de Drzyzga. A decisão foi de bola para fora, sem desvio. A tensão seguiu por mais alguns lances, até que Stern fechou em 37 a 35, com o desafio polonês não mostrando invasão dele no ataque pelo fundo.

Stern, inclusive, foi o maior pontuador esloveno com 19 acertos, seguido por Cebulj, com 17. Leon fez 20 para os poloneses.

Depois da decepção na Olimpíada de Tóquio, a Polônia deixa a desejar mais uma vez na temporada. Já a Eslovênia se firma, de vez, no rol dos melhores times da atualidade no vôlei masculino.

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