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Praia - 20 de janeiro de 2022

Associação dos Treinadores de vôlei de praia contesta regulamentos

Posicionamento foi divulgado demonstrando insatisfação com as mudanças

Por intermédio de uma carta aberta, a Associação Brasileira de Treinadores de Vôlei de Praia (ABRATVP) se posicionou sobre as mudanças no Circuito Brasileiro da modalidade. O assunto explodiu nesta quinta-feira, quando foi confirmado um boicote de atletas para a abertura da temporada, insatisfeitos com algumas das alterações.

A entidade diz ter tentado, sem sucesso, participar da reunião marcada pela CBV, no último dia 13, para validar os regulamentos das competições. Confira abaixo o posicionamento da Associação.

“A ABRATVP (Associação Brasileira de Treinadores de Vôlei de Praia) vem a público, após tomar conhecimento da Reunião realizada no último dia 13 de Janeiro de 2022 proposta pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) com a Comissão Específica para Validar o Regulamento dos Campeonatos Brasileiros de Vôlei de Praia Temporada 2022, com os seguintes participantes:

Sr. Guilherme Marques – Gerente do Vôlei de Praia CBV
Sr. José Eduardo Amâncio – Presidente da Federação de MS e Conselheiro Técnico da CBV
Sr. Walgren Tadeu Faraco Picanço – Presidente da Federação do AM e Presidente da Comissão Executiva dos Campeonatos Brasileiros de Seleções de Vôlei de Praia
Sr. Ramon Gomes Vice-Presidente da Comissão Nacional de Atletas
Sra. Letícia de Amorim Pessoa.- Técnica representante da Comissão de Apoio ao Conselho Diretor da CBV

A ABRATVP tomou ciência dessa reunião, mas em virtude de questões legais não obteve permissão para participar, apesar de ter feito uma solicitação formal através do Ofício 02/2022 da entidade. O Regulamento para a temporada 2022 foi aprovado pela Comissão acima citada e divulgado no site da entidade para as categoria Sub-17, Sub-19, Sub-21 e Adulto. Avaliamos que tenha ficado bem claro, organizado e abaixo será especificada a posição da ABRATVP para cada uma das categorias em alguns pontos respeitando as opiniões individuais dos nossos membros, porém, de acordo com as normas estatutárias se pronunciando de maneira oficial e pública:

Para as categorias Sub-17 e Sub-19 que é disputado em formato de Seleções Estaduais a Associação entende que o ideal seria a participação das 27 Unidades Federativas no Torneio Principal para o desenvolvimento ótimo das categorias de base Nacional. Entendendo que a situação atual de orçamento não torna possível, nos posicionamos de maneira favorável ao sistema que garante 12 Estados no Torneio Principal e 4 vagas para o Torneio Qualifying.

Sugerimos que as Federações sempre estejam em contato com os Centros de Treinamento (CTs) formadores nos seus Estados para que as Seleções sejam montadas com critérios objetivos, justos e transparentes. Ressaltamos também a importância de analisar melhor as sedes de Etapas onde as condições (climáticas) são muito severas comprometendo a saúde destes (as) jovens atletas, principalmente na categoria Sub-17.

Para a categoria Sub-21 o Regulamento rege 8 vagas para o Torneio Principal e 8 vagas para o Torneio Qualifying, o que a ABRATVP se posiciona em contrário por entender que 6 vagas pelo Ranking é um número muito baixo para que as duplas do país possam se desenvolver e também por entender que o mérito conquistado pelos times que integrariam as posições de 7º ao 10º lugar na Temporada anterior foram retiradas de forma injusta e sem aviso prévio. Esta situação já foi resolvida pela CBV, e o Torneio Principal permanecerá com 12 duplas (10 pelo Ranking e 2 Wild Cards) como na Temporada 2021. A solicitação foi mediada pelo Professor Ricardo Queiroz
de forma individual, porém a ABRATVP já avançada no contato com a CBV para o retorno da formatação anterior, pois é a favor deste sistema com 12 times no Torneio Principal e 4 vagas para o Torneio Qualifying. Temos como sugestão que a CBV divulgue as possibilidades de mudanças com a devida antecedência e que também recorra sempre que precisar a ABRATVP para auxiliar na construção deste processo de renovação de atletas da nossa modalidade, pois estamos à disposição para a busca caminhos que possam atender o melhor para a coletividade do Vôlei de Praia.

Sobre as categorias de base ainda ressaltamos que este formato de disputa de finais com 3 jogos realizados pela manhã com pouco intervalo entre os jogos pode comprometer a saúde dos atletas, e também gera dificuldade de logística de retorno das equipes para suas cidades.

A Associação Brasileira de Treinadores de Vôlei de Praia adota um posicionamento contrário ao novo sistema proposto para a categoria adulta, que já havia sido divulgado anteriormente pela CBV via imprensa, e confirmado com a divulgação oficial do regulamento no site da entidade, e também se posiciona em contrário ao fato da categoria não ter sido consultada para formatação do mesmo. Realizamos uma votação entre treinadores e treinadoras do Brasil, 99 profissionais votaram sobre a forma de disputa proposta e 76,77% dos participantes votaram contra o novo sistema (Top 8 e Aberto). Vale ressaltar que a Professora Letícia Amorim Pessoa integrou a reunião como Técnica representante da Comissão de Apoio ao Conselho Diretor da CBV, onde suas opiniões e colocações expressadas de forma pessoal não tem nenhuma relação com a ABRATVP.

A ABRATVP vem desde a sua regulamentação buscando assessorar e orientar ações para desenvolvimento do vôlei de praia brasileiro visando o melhor para a modalidade”.

 

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