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Coluna - Seleção Brasileira - 17 de julho de 2022

Brasil: geração talentosa, com personalidade e muito bem conduzida

Uma análise de Daniel Bortoletto sobre a Seleção Brasileira feminina

A Liga das Nações de 2022 será um divisor de águas para o vôlei feminino do Brasil, independentemente do placar da final. Não apenas pelo bom resultado na primeira competição do ciclo olímpico Paris-2024. Mas pela certeza de que o processo de renovação está sendo muito bem conduzido.

O incansável José Roberto Guimarães é idealizador, condutor e responsável principal para a máquina de formação de atletas seguir dando frutos. O trabalho começa no projeto de Barueri, criado, idealizado e sustentado financeiramente por ele e pela família Guimarães. Em recente entrevista ao Web Vôlei, ele falou com orgulho – e também preocupação pela falta de apoio – das 90 garotas das diversas categorias de base do time paulista. Das 20 atletas utilizadas pelo Brasil na atual VNL, 11 passaram pelo Barueri. Os números falam por si só. Seria o nosso Club Itália, mas sem apoio institucional de quem comanda o esporte brasileiro, é o nosso clube Clube Zé Roberto mesmo. E ele não pode parar (alô, empresários!).

Após surpreender analistas, fãs e adversários com a medalha de prata em Tóquio, em 2021, o técnico viu pilares da geração anterior se despedirem. E a pergunta óbvia era feita por dez entre dez: como substituir Fê Garay, Camila Brait, Natália, Tandara? Para os pessimistas, o Brasil já era.

Zé encontrou a resposta com uma geração talentosa, corajosa e com muita personalidade: Kisy, Julia Bergmann, Julia Kudiess, Diana, Natinha, Nyeme, Lorrayna… Algumas delas vestiram a camisa da Seleção adulta pela primeira vez nesta VNL. Não sentiram o peso e a responsabilidade, se destacaram e terão dois ou três ciclos olímpicos pela frente, caso transformem a impressão inicial em rotina.

Mas essa transição não seria suave, como está sendo, sem a presença das experientes. Gabi, 28 anos, vive a melhor fase da carreira, é uma das melhores jogadoras do mundo e pode ser chamada de a capitã ideal. Inspira as mais novas, lidera pelo exemplo e é admirada por todas as companheiras. Some-se ao “fator Gabi” a presença mais do que imprescindível de Macris e Carolana, duas das melhores nas respectivas posições no mundo. E ainda a certeza de que nomes como Roberta, Rosamaria e Ana Cristina ainda terão importância e espaço com a camisa amarelinha.

Por Daniel Bortoletto

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