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Destaques - Liga das Nações - 24 de julho de 2022

França bate os EUA no tie-break e fatura a VNL

A França, atual campeã olímpica, derrotou o Estados Unidos e ficou com o ouro da Liga das Nações pela primeira vez

Atual campeã olímpica, a França mostrou, mais uma vez, porque tem o voleibol mais bonito e agressivo da atualidade. Jogando solta, com sintonia, um volume de jogo impressionante e muita eficiência no ataque, a equipe comandado pelo técnico italiano Andrea Giani tomou um susto, abriu 2 a 0 e viu o rival empatar, mas acabou derrotando os Estados Unidos por 3 sets a 2 – parciais de 25-20, 25-19, 15-25, 21-25, 15-10 -, na tarde deste domingo, na Unipol Arena, em Bologna na Itália, e ficou com o título da Liga das Nações Masculina de Vôlei 2022. A Itália foi a campeã no feminino, título conquistado no domingo passado, com a vitória por 3 a 0 sobre o Brasil. Veja aqui a seleção da VNL.

Na abertura da rodada, a Polônia derrotou os italianos por 3 a 0 e ficaram com o bronze. Ngapeth foi o maior pontuador do jogo, com 22 pontos. Patry marcou 17 para a França. Pelos Estados Unidos, Russell fez 20 e Defalco, 13.

O Brasil foi eliminado nas quartas de final pelos Estados Unidos, depois de termina a fase classificatória na sexta posição. Para chegar ao título, a França, que se classificou na quarta colocação geral, eliminou o Japão nas quartas de final e a Itália na semifinal.

A França conquista a VNL pela primeira vez na sua história, depois de ficar com a prata na primeira edição do torneio, em 2018, quando perdeu para Rússia na decisão. A Liga das Nações entrou no calendário internacional do Vôlei para substituir a antiga Liga Mundial. A Rússia, que não participou da edição de 2022 em retaliação por causa da guerra contra a Ucrânia, foi campeã em 2018 e em 2019. Não houve Liga das Nações em 2020 por causa da pandemia. O Brasil ficou com o título em 2021, ao vencer a Polônia por 3 a 1 na final.

A França entrou em quadra com mais uma ação temática, simulando um jogo de futebol americano, com os jogadores munidos de capacetes e a bola do esporte em questão. Contra o Japão, eles simularam uma luta de boxe.

Os atuais campeões olímpicos passaram o rolo compressor nos dois primeiros sets. Sacaram muito bem, o que facilitou a leitura do jogo dos Estados Unidos e as ações tanto do bloqueio quanto da defesa. O líbero Jenia Grebennikov mostrou porque é o melhor da atualidade, comandando o fundo de quadra francês com personalidade e sempre bem posicionado.

No terceiro set, os Estados Unidos fizeram mudanças no time, passaram a jogar mais com os centrais e o saque melhorou. Empurrado pela torcida italiana, aos gritos de “USA”, ajustaram o sistema bloqueio-defesa e empataram o jogo.

No tie-break, o saque da França voltou a fazer a diferença. Brizard foi para saque no 2 a 2 e foi até 7 a 2. Os Estados Unidos chegaram a encostar em 9 a 11, mas novamente o saque francês colocou o passe americano em dificuldade e os europeus fizeram 13 a 10 e fecharam o jogo em 15 a 10, num erro de ataque de Russell.

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