Karakurt é atração da Sérvia
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Destaques - Liga das Nações - 16 de julho de 2022

Karakurt: a ‘criançona’ que rouba a cena na VNL

Não é de hoje que a jovem oposta Ebrar Karakurt, de 22 anos, se destaca no cenário mundial do vôlei para além de seus golpes potentes. De personalidade forte em quadra e autêntica na forma de se expressar, a atacante turca tem um dos grandes desafios em sua carreira neste sábado, quando tentará ajudar a classificar o país para a final da Liga das Nações.

As comandadas de Giovanni Guidetti encaram a Itália, da estrela Paola Egonu, às 12h30 (de Brasília), em Ankara, em um jogo que promete fortes emoções. Mais cedo, às 9h, o Brasil mede forças com a Sérvia. A grande decisão e a disputa pelo bronze estão marcadas para domingo.

Quinta melhor atacante da VNL e sétima maior pontuadora, com 211 acertos, Karakurt chega ao duelo contra a Itália mais aclamada do que nunca pela torcida turca e odiada por alguns rivais. Nas quartas, seus afrontes contra a polida seleção tailandesa despertaram a antipatia de muitos torcedores.

Nada que a oposta de 1,97m não esteja acostumada a fazer. Mas chamou a atenção a tolerância da arbitragem com seus berros e encaradas de frente para as adversárias. Diante da repercussão, Karakurt foi às redes sociais esta semana de retratar sobre o episódio.

– Queridos fãs da Tailândia. É natural ser ambicioso nos esportes. Isso não era nada contra as suas valiosas jogadoras. Eu amo o país de vocês e as suas jogadoras. Todos nós fazemos parte deste esporte – disse a atleta, em suas redes sociais.

Karakurt defende as cores do Novara, da Itália, e atuou ao lado da brasileira Rosamaria na última temporada. A ponteira/oposta da Seleção, que na próxima edição do Campeonato Italiano defenderá o Busto Arsizio, guarda um carinho especial pela turca.

– Ela é uma criançona. Não é nada daquilo que aparenta dentro de quadra. É uma pessoa tranquila no dia a dia. Às vezes, ela aparecia gritando e cantando nos treinos. Mas também teve uma fase de adaptação na Itália, que é difícil. Quando se soltou, mostrou a pessoa ótima de grupo que é – contou Rosamaria, ao Web Vôlei.

Nos Jogos Olímpicos de Tóquio, Karakurt exibiu ao mundo todo o seu estilo despojado ao pintar os cabelos de rosa. Na mesma época, foi alvo de comentários homofóbicos após postar uma foto com sua namorada no Instagram, e até apagou a foto. A onda de ataques fez com que a jogadora recebesse o apoio de outras atletas turcas, como a levantadora Naz Aydemir e a ponteira Hande Baladin.

Presente em todas as semifinais da VNL até hoje, a Turquia sonha com um título inédito. E tem a oposta como uma das comandantes de uma geração de expressão, apoiada em outros pilares importantes, como as centrais Eda Erden e Zehra Gunes.

Personagem dentro e fora das quadras, Karakurt promete dar o que falar mais uma vez neste final de semana decisivo.

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