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Liga das Nações - 8 de julho de 2022

Mal na recepção, Brasil cai para a França na VNL

O Brasil sofreu sua quarta derrota na Liga das Nações, desta vez para a campeã olímpica França

Muito mal na recepção e com dificuldades no bloqueio e na defesa, o Brasil sofreu, na madrugada desta sexta-feira, a sua quarta derrota na Liga das Nações Masculina de Vôlei 2022. Caiu diante da França, atual campeã olímpica, por 3 sets a 0 – parciais de 25-21, 25-22, 25-21 -, em Osaka, no Japão, pela penúltima rodada da fase classificatória. As outras derrotas do time verde-amarela na VNL foram para China, Estados Unidos e Polônia.

O Brasil já entrou em quadra classificado para a fase final – a partir do dia 17, em Bolonha, na Itália -, mas precisava de uma vitória para ganhar mais confiança e também tentar uma posição melhor na tabela para pegar um adversário pior colocado nas quartas de final. Ainda hoje jogam: Japão x Canadá; Bulgária x Holanda; Eslovênia x Irã e Itália x Sérvia. A Polônia lidera a Liga das Nações com 26 pontos e 8 vitórias seguida por Itália, Estados Unidos e França. O Brasil segue em quinto, mas pode ser ultrapassado hoje pelo Japão. Neste momento, o cruzamento das quartas de final seria Brasil x França novamente.

A França fez 11 pontos de saque e 6 de bloqueio. O Brasil fez apenas dois pontos de bloqueio no jogo todo. Anulado pelo block e pela defesa francesa, Leal terminou a partida com 6 pontos. A equipe brasileira errou pouco – apenas 9 vezes, mas em compensação tomou 11 pontos de bloqueio. O oposto francês Patry foi o maior pontuador do jogo, com 19 pontos, seguido por Ngapeth, que pontuou na mesma medida em que afrontou, com 14 acertos. Darlan foi o maior pontuador do Brasil, com 9 acertos. Flávio fez 8.

Brasil enfrenta o Japão no próximo domingo, às 7h10 (horário de Brasília), no encerramento da fase classificatória, com transmissão pelo SporTV. Veja aqui a programação de TV dos próximos jogos.

Renan escalou o Brasil com Cachopa de titular no lugar de Bruninho e não contou com Lucarelli, provavelmente poupado com algum desconforto. Ele estava no banco mas não entrou na partida. O restante do time foi: Darlan, Flávio, Isac, Adriano, Leal e Thales (líbero). Entraram: Bruninho, Aracaju, Honorato, Rodriguinho e Maique.

A França caçou Leal e Adriano no passe o tempo todo. E nem precisou fazer muito esforço, porque Thales, que tem no passe seu melhor fundamento, também estava mal. Abusou dos golpes de vista e não fez a diferença na defesa. A partir do terceiro set, Renan passou a alternar o líberos, colocando Maique para defender, mas o Brasil já parecia abatido emocionalmente em quadra.

Enquanto a França jogava solta, em meio a sorrisos irônicos e encaradas, o Brasil parecia acuado, tenso e novamente sem atitude, o que já tinha sido alvo de críticas nas rodadas iniciais da Liga das Nações. No terceiro set, Renan fez uma série de substituições que não surtiram efeito. Rodriguinho começou no lugar de Adriano para tentar estabilizar o saque e Aracaju foi o titular no lugar de Isac. Em determinado momento, ele sacou Darlan – o maior pontuador do time e o único que ainda estava tentando puxar a equipe pelo lado emocional – e colocou Adriano, jogando Leal para a saída. Honorato entrou no 24 a 21 para sacar e até sacou bem, mas a França não perdoou. Fechou o set em 25 a 21 e o jogo em 3 a 0.

O Brasil até conseguiu jogar de igual para igual durante boa parte dos dois primeiros sets, mas os erros de passe e a falta de um sistema defensivo eficiente – muito em função do bloqueio -, não deixavam o time ter o mesmo volume de jogo adversário. Agora é pensar nos donos da casa, o Japão, que vem embalado, com uma campanha não só de bons resultados, mas de boas atuações. E tentar encontrar um time mais ajustado para jogar as finais.

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